Um universo de negócios chamado saúde
0421 – 14/06/2025
Ref.: Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde, Geografia Econômica da Saúde no Brasil e Jornada da Gestão em Saúde no Brasil
Para gerar empregos, investimento do governo dá melhor resultado na indústria automobilista ou na saúde ?

(*) todos os gráficos e ilustrações são partes integrantes do Estudo Geografia Econômica da Saúde no Brasil e do material didático do Programa Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde, dos cursos da Jornada da Gestão em Saúde e da Escepti
Esta semana colecionei para meu quadro de honrarias ter encerrado a primeira disciplina que fui convidado a ministrar em MBA do HCX da FMUSP ... Gestão de Relacionamento ... que não posso deixar de agradecer o convite ao Eng. Antonio José Pereira Rodrigues, o TomZé, coordenador do MBA, e à Dra. Gisleine Cristina Eimantas, diretora executiva do HCx ... muito obrigado !
Quando “se fala” em relacionamento em saúde a maioria absoluta das pessoas que não atuam em gestão da saúde pensa na relação serviço de saúde “x” paciente, central de relacionamento, ouvidoria ... não está errado ! ... mas é uma visão muito restrita das cadeias de relacionamentos que a área da saúde define !
Quem atua em gestão da saúde conhece uma infinidade de tipos de relacionamentos que são invisíveis para a maioria das pessoas, definidos nas cadeias de valores da saúde pública e da saúde privada, que influenciam diretamente a relação serviço de saúde “x” paciente ... e a relação mais essencial de todas: profissional assistencial “x” paciente ... entendendo profissional assistencial médicos, enfermagem, fisio, fono e tantos outros profissionais que atuam na assistência à saúde dos pacientes !
Quando a gente diz que o “governo” não vê a saúde como oportunidade de desenvolvimento econômico ... que ele vê a saúde como despesa e obrigação constitucional apenas ... deixa um monte de “gente nervosa” ... mas é pensando nesta infinidade de tipos de relacionamentos que a gente se refere ... porque relacionamentos do tipo “B2C e B2B” geram negócios ... geram empregos ... movimenta a economia ... e o que não falta na área da saúde é B2C e B2C !
Quando a gente diz que a área da saúde é uma das maiores, senão a maior, geradora de empregos no Brasil, é pensando nesta infinidade de tipos de relacionamentos das cadeias de valores que a gente se refere.
Sem consumir o tempo de todos para explicar todas as nuances que definem relacionamentos em todas as cadeias de valores que estão no universo da saúde, podemos trabalhar o tema apenas demonstrando o tamanho da área da saúde, desconhecido para a maioria absoluta das pessoas, e a tendência de crescimento do segmento, que também é desconhecida para a maioria das pessoas.
Este primeiro gráfico já dá bem a pista de como a Geografia Econômica da Saúde no Brasil evolui ... e evolui muito bem !
· Representa um universo econômico ... que gera um universo de negócios ... que gera um “zilhão” de empregos ... e que, mesmo sem a atenção que deveria por parte do governo, evolui ... e evolui muito bem !
· De 2017 até 2022, tivemos um acréscimo de 17,4 % na quantidade de hospitais gerais ...
· ... no mesmo período um acréscimo de 15,5 % na quantidade de hospitais especializados ...
· ... e de nada menos que 58,2 % em estabelecimentos do tipo Hospital Dia.
Em 7 anos, para o segmento hospitalar “atacado” pelo erro de interpretação da necessidade de desospitalização do paciente, é um crescimento assustador não é verdade ?
· As pessoas confundem o conceito de desospitalização;
· Não é reduzir a quantidade de internações ... que são necessárias ... porque existem casos em que o paciente obrigatoriamente tem que ficar internado para que o tratamento seja eficiente, eficaz e efetivo ... requer cuidados de enfermagem, cuidados intensivos e outros que não é possível que ocorra na residência da pessoa;
· É reduzir ao máximo o tempo de internação, com segurança, para que o paciente esteja o mínimo possível na exposição às infecções que pode ter em ambiente hospitalar, reduzir ao máximo o incômodo que um paciente internado leva ao seu círculo familiar e, naturalmente, reduzir ao máximo o tempo que o paciente fica indisponível para suas atividades de rotina ... trabalho, lazer ... e maximizar a utilização dos leitos, que são recursos caros, para que a saúde “custe” menos para quem paga (no fundo a população ... direta ou indiretamente a população) !
Por isso na área da saúde tivemos um acréscimo tão expressivo de Hospital Dia em relação aos gerais e especializados:
· Porque temos bons gestores da saúde no Brasil, apesar de só ouvirmos falarem mal deles, quando surgem eventos adversos que viram manchetes;
· Precisamos de mais gestores bons, é verdade, mas a saúde não está entregue exclusivamente nas mãos de amadores como a maioria da população influenciada pela “imprensa marrom” prega ...
· ... temos muitos bons gestores;
· E este indicador já seria suficiente para “não me deixar mentir” ... estes números me ajudam a explicar a diferença entre o que é desospitalização de fato, e o que é desospitalização “fake” !
O crescimento da área hospitalar ... a área que decidi investir em me especializar quando fiz a pós em administração hospitalar ... quando decidi escrever um livro sobre administração hospitalar ... o crescimento desta área é inevitável e, ao contrário do que pessoas que não conhecem a área da saúde na essência pensam, mais do que necessário !
· Um hospital gera inevitavelmente milhares de empregos diretos, que podem ser contabilizados, e milhares de empregos indiretos que não conseguimos contabilizar;
· É comum grandes hospitais contabilizarem 3, 4, 5 mil colaboradores ...
· ... pequenos hospitais contabilizarem entre 500 e 1.500 colaboradores !
Só como exemplo, para quem não teve a oportunidade de saber:
· O Complexo Hospitalar HCFMUSP em São Paulo, tem mais de 22.000 colaboradores !
· Não ... escrevi errado ... não são mais de 2.000 ... são mais de 22.000 !!
· Só neste complexo hospitalar existem mais empregos do que a população que existe em mais de 72 % dos municípios brasileiros !!!
E hospitais, apesar de somarem mais de 9.300 estabelecimentos no Brasil ... e isso não é pouca coisa ! ... são “um grãozinho de areia na praia” quando comparados ao universo que é a área da saúde ... não acredita ?

Basta pensar em consultórios para começar a entender o tamanho da área da saúde no Brasil:
· Contabilizaram ~275 mil em 2024;
· Um crescimento de 60,2 % em 7 anos.
Se estiver pensando que consultório não gera emprego, me desculpe, está enganado:
· Gera, no mínimo, emprego para o profissional assistencial que realiza as consultas: médico, dentista, psicólogo, nutricionista, educador físico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo ... e por aí vai ...
· E gera emprego direto ou indireto de recepção, enfermagem, segurança, higiene ...
· ... e gera emprego indireto de tudo que se relaciona com a logística de funcionamento de cada especialidade;
· Consultórios geram, no mínimo ... bem no mínimo ... 275 mil empregos no Brasil ! ... se voce pensar que cada um só gera um emprego !!!

O crescimento da área da saúde ocorre praticamente em 100 % dos tipos de serviços:
· Desde os de pequena quantidade, como demonstra o gráfico da esquerda, onde Telessaúde evoluiu 215,5 % entre 2019 e 2024, e Centros de Imunizações evoluiu 822,3 % no mesmo período de apenas 5 anos;
· Passando por policlínicas e unidades mistas de saúde, chegando a mais de 15.100 estabelecimentos, um crescimento de 35,7 % em 7 anos.
Pense que cada um desses estabelecimentos gera, no mínimo, algumas dezenas de empregos diretos ... e dependendo do porte, centenas de empregos !

Alcançamos mais de 62 mil estabelecimentos do tipo Posto de Saúde, ou Centro de Saúde, ou Centro de Apoio, ou Home Care:
· Uma evolução de 17,7 % nos últimos 7 anos;
· Uma das situações em que sentimos uma certa paralisia do poder público em aumentar a oferta de serviço para a demanda que ocorre mais próximo da residência da população, é bom que se diga;
· Mas mesmo assim, crescimento de quase 18 %.
E alcançamos quase 140.000 centros de especialidades e SADTs isolados:
· Um crescimento de 75,2 % nos últimos 7 anos !
· Tipo de serviço fundamental para definir o diagnóstico e a consequente conduta.
Cada um desses serviços gera, no mínimo, dezenas de empregos diretos ... os de maior porte, centenas de empregos direto ! ... cada um destes quase 200 mil estabelecimentos.

Se o argumento não foi suficiente até agora ...
· ... o gráfico demonstra que temos no total mais de meio milhão de estabelecimentos de saúde – 555.179 estabelecimentos de saúde para ser mais preciso no fechamento de 2024;
· Um crescimento de 60,4 % nos últimos 7 anos;
· 40,8 % somente entre 2019 e 2024 !
Estima-se que a indústria automobilística gera aproximadamente 1,3 milhão de empregos no Brasil:
· É bastante não é ?
· Mas considerando o contexto que discutimos aqui ...
· ... se você considerar uma média “ridícula” de 5 empregos diretos por estabelecimento de saúde, temos ~ 2,7 milhões de empregos na área da saúde!
· Mais que o dobro do da indústria automobilística;
· Isso considerando esta média mais que subestimada de 5 empregos por estabelecimento de saúde ... vamos combinar que 2,7 milhões de emprego é um número absolutamente tímido comparado ao que é o número real de empregos;
· Se voce fosse governo e estivesse preocupado com a geração de empregos, daria foco mais no investimento em saude ou na indústria automobilística ... fala sério !
E a geração de empregos na área da saúde ainda tem algumas características muito interessantes:
· Gera empregos distribuídos por uma infinidade de municípios, e não concentrados em “meia dúzia” de municípios como no caso da indústria automobilística;
· O produto entregue por este trabalho leva “praticamente nada” de royalties para fora do Brasil ... o grosso da receita fica aqui entre nós e não financiando a campanha política de presidentes dos países mais ricos do mundo, se é que me entende;
· E gera uma empregos em uma diversidade de profissões muito ... mas muito maior ! ...
· Praticamente todas as profissões que voce listar que existem na indústria automobilística existem na área da saúde com raríssimas exceções;
· Mas uma parcela insignificante do total de profissões que existem na área da saúde existe na indústria automobilística.
Temos institutos de pesquisa, hospitais, universidades e uma infinidade de outros tipos de empresas que atuam na área da saude “classificadas” em diversos rankings como estando entre os melhores do mundo ...
· ... temos profissionais que atuam na área da saúde considerados como “sumidades” em diversas publicações e premiações em todo o mundo ...
· ... temos um produto chamado saúde que agrega muito mais valor econômico nas “cadeias de valores econômicas” que podem ser desenhadas, do que as que permeiam a indústria automobilística.
Por que saude é enquadrada apenas como custo na organização social e política brasileira ? Por que não é enquadrada como receita ?
Por que não investir na área da saúde como fator de desenvolvimento ?
Por que não incentivar saúde como produto de exportação, já que temos tecnologia própria para isso ?
Perguntas que não querem calar !

Provavelmente alguém vai dizer que não falei “sobre as flores” ... a retração do volume de operadoras de planos de saúde:
· O gráfico da esquerda ilustra a queda de volume de operadoras existentes;
· Mas isso não significa retração de mercado, e sim a movimentação do mercado, especialmente pelo aporte de capital estrangeiro neste segmento que existe na área da saúde;
· Grandes operadoras têm poder de investimento para adquirir pequenas ... e adquirem;
· Isso não quer dizer que o mercado reduziu !
· Quer dizer apenas que determinadas carteiras de beneficiários mudaram de dono.
A maior operadora que existe, com aporte de investidores, adquiriu dezenas de operadoras pequenas regionais:
· Em boa parte das vezes o dono antigo, único dono, continua dono se tornando um dos acionistas da grande;
· Isso ocorre e vai continuar ocorrendo nas medicinas de grupo e odontologias de grupo.
E vamos combinar ...
· Operadoras de pequeno porte geram dezenas de empregos não contabilizadas por nós até aqui no texto;
· De médio porte centenas de empregos ... de grande porta milhares de empregos.
E temos administradoras de benefícios:
· O gráfico da direita demonstra mercado em evolução ... 25,5 % em 7 anos !
· E são empresas que além de gerar empregos ... dezenas ou centenas dependendo do porte ...
· ... praticamente só geram empregos de alta qualificação !!
E poderia falar aqui sobre a infinidade de institutos de pesquisa ... de ensino e pesquisa ... de ensino:
· Vamos lembrar que FioCruz, Butantan ... e vários outros ... geram milhares de empregos;
· Que nossas faculdades de medicina, de enfermagem, de psicologia ... e várias outras ... geram milhares de empregos;
· Chamar saúde de universo de negócios não carrega absolutamente nenhum exagero !
Se voce não conhecia a amplitude do mercado de negócios da área da saude e se surpreendeu com os números deste texto ... preciso comentar que o texto nem cita toda esta amplitude do mercado ... nem citamos aqui:
· Indústria de materiais específicos da área da saúde ... agulhas, seringas e uma infinidade de itens ...
· Indústria de medicamentos ... as chamadas farmacêuticas ...
· Empresas especializadas em serviços médico-odontológicos como cooperativas médicas e de outros profissionais da área assistencial ...
· Empresas especializadas em serviços gerais para área da saúde, como lavanderia, nutrição, higiene e limpeza ...
· Conselhos de profissionais e outras entidades representativas de secretarias de saúde, operadoras de planos de saúde, hospitais ...
· Cartões de descontos e aplicativos “uberizados” que intermediam a prestação de serviços médicos e odontológicos ...
· ... olha, vou parar por aqui para o texto não ficar ainda mais extenso ... tem muito mais que isso !
Iniciei agradecendo o convite para ministrar aula de Gestão de Relacionamento em um MBA do HCx da FMUSP:
· Acho que dá para entender pelo exposto o tom que foi dado na disciplina, não é verdade ?
· Esta diversidade de instituições neste mercado fantástico que é o da saúde privada e pública define cadeias de valores com dezenas de tipos de relacionamentos diferentes B2C e B2B.
Relacionamentos cujo “peso financeiro” ... econômico ... influencia completamente o relacionamento assistencial.
Por diversas vezes durante o curso mencionei:
· Seja lá em que cenário de gestão da saúde estiver inserido ... público ou privado ... fonte pagadora ou serviço de saúde ou fornecedor ...
· O que estiver fazendo na gestão interessa para uma grande variedade de tipos de empresa direta ou indiretamente ! ... as vezes, mesmo com a experiência que vamos adquirindo ao longo do tempo é difícil identificar absolutamente todos os interessados;
· E uma coisa é certa ... como gestão em saúde envolve muito dinheiro ... sempre ... em qualquer situação ... o que a gente faz agrada alguns e desagrada outros ... não tem como agradar ao mesmo tempo fontes pagadoras que sobrevivem restringindo (dentro da lei e da ética) a atenção, e os serviços de saúde e fornecedores que sobrevivem da remuneração pela produção ... desconfie de quem diz que tem um “modelo tabajara de remuneração que é admirado por gregos e troianos” ... acredite, este modelo não existe ... não vai existir algo que deixe contente instituições que participam de relacionamentos tão paradoxais, como é o caso da saúde !
· Voce tem alguma dúvida, por exemplo, que este texto não desagrada alguém ? ... eu não tenho a menor dúvida !!
O profissional assistencial atua prioritariamente na área da saúde por vocação ...
· ... buscando oferecer o melhor que puder para o seu paciente;
· ... graças a Deus é assim !
· Já imaginou se neste cenário não existissem pessoas que atuam no segmento por vocação ? seria o caos !
Os relacionamentos que esta infinidade de tipos de instituições define ... gera empregos ... muitos empregos ...
... mas tem como “efeito colateral” influenciar o relacionamento profissional assistencial “x” paciente !
Estudar estes relacionamentos e tentar fazer com que esta “possível influência indesejada” seja a menor possível, é fundamental para maximizar o acesso da população aos recursos da área da saúde.
Para quem não teve a oportunidade de ser apresentado ao que é o verdadeiro mercado da saúde: seja bem-vindo ! ... precisamos de todos para tentarmos virar a chavinha do governo ... para que ele entenda saúde como fator de desenvolvimento econômico e não como mero custo orçamentário !
Em tempo: apenas para reforçar o que sempre é citado nos textos ... governo aqui não é este presidente, ou o anterior ... são todos historicamente ... não é o poder executivo apenas ... são todos os poderes ... governo aqui é “governo” de modo amplo, e não ideológico ou meramente partidário !!
Consultoria e Coaching de Carreira para gestores na área da saúde privada e pública www.escepti.com.br
Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde para gestores da saúde privada e pública www.cpgs.net.br
Jornada da Gestão em Saúde de cursos abertos e “in company” www.jgs.net.br
Lista de milhares de profissionais certificados www.escepti.com.br/certificados
Conteúdo especializado para gestores da área da saúde privada e pública www.noticia.net.br
Geografia Econômica da Saúde no Brasil, e seminários temáticos www.gesb.net.br
Modelos para gestão em saúde (livros gratuitos para download) www.escepti.com.br
Contato contato@escepti.com.br
Sobre o autor Enio Jorge Salu
CEO da Escepti Consultoria e Treinamento
Histórico Acadêmico
· Formado em Tecnologia da Informação pela UNESP – Universidade do Estado de São Paulo
· Pós-graduação em Administração de Serviços de Saúde pela USP – Universidade de São Paulo
· Especializações em Administração Hospitalar, Epidemiologia Hospitalar e Economia e Custos em Saúde pela FGV – Fundação Getúlio Vargas
· Professor em Turmas de Pós-graduação na Faculdade Albert Einstein, Fundação Getúlio Vargas, FIA/USP, FUNDACE-FUNPEC/USP, Centro Universitário São Camilo, SENAC, CEEN/PUC-GO e Impacta
· Coordenador Adjunto do Curso de Pós-graduação em Administração Hospitalar da Fundação Unimed
Histórico Profissional
· Pesquisador Associado e Membro do Comitê Assessor do GVSaúde – Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da EAESP da Fundação Getúlio Vargas
· Membro Efetivo da Federação Brasileira de Administradores Hospitalares
· CIO do Hospital Sírio Libanês, Diretor Comercial e de Saúde Suplementar do InCor/Fundação Zerbini, e Superintendente da Furukawa
· Diretor no Conselho de Administração da ASSESPRO-SP – Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação
· Membro do Comitê Assessor do CATI (Congresso Anual de Tecnologia da Informação) do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Fundação Getúlio Vargas
· Associado NCMA – National Contract Management Association
· Associado SBIS – Sociedade Brasileira de Informática em Saúde
· Autor de 12 livros pela Editora Manole, Editora Atheneu / FGV e Edições Próprias
· Gerente de mais de 200 projetos em operadoras de planos de saúde, hospitais, clínicas, centros de diagnósticos, secretarias de saúde e empresas fornecedoras de produtos e serviços para a área da saúde e outros segmentos de mercado