Cassi deixa de ser a maior autogestão do Brasil
0442 – 05/11/2025
Ref.: Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde, Geografia Econômica da Saúde no Brasil e Jornada da Gestão em Saúde no Brasil
Autogestão volta a ser opção na saúde suplementar

(*) todos os gráficos e ilustrações são partes integrantes do Estudo Geografia Econômica da Saúde no Brasil e do material didático do Programa Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde, dos cursos da Jornada da Gestão em Saúde e da Escepti
Nessa terça-feira tive a oportunidade novamente de ministrar aulas em turma de Pós-graduação da Faculdade do Einstein, que sempre me obrigo a agradecer as Professoras Coordenadoras Glauce e Deise ... muito obrigado !
Os temas foram a incorporação de tecnologia na auditoria de contas hospitalares e planejamento estratégico onde discutimos, entre outras coisas, a necessidade das pessoas que se envolvem em planejamento de conhecer bem o mercado que atuam, para que o plano de ações ... a definição dos objetivos estratégicos e ações estratégicas ... tudo seja minimamente adequado, e se torne algo realmente efetivo.
Então acho oportuno comentar uma das tendências que a saúde suplementar está experimentando e passando “meio que despercebidas” por boa parte dos gestores ... uma das tendências que será apresentada no webinário do próximo dia 28.
Há alguns anos era “pecado imperdoável” comentar que autogestão pode ser opção para instituições concederem o benefício plano de saúde para seus colaboradores. Atualmente, até os “religiosos mais ortodoxos” já perceberam que não é pecado. Tudo, como sempre, depende do contexto.
Como os custos com a saúde sobem exponencialmente, e a margem de lucro das operadoras é sempre calculado a partir de uma margem de lucro da sinistralidade (que vai carregando a inflação ano a ano), avaliar se o custo de gerir uma autogestão é maior ou menor do que a margem de lucro que a operadora que presta o serviço obtém faz todo o sentido, não é verdade ?
Sempre fez sentido ... agora faz muito mais sentido.
Juntando este fator com a tendência de existirem cada vez mais planos de saúde com abrangência regional do que nacional (vamos ver isso em outro post, e também no webinário com números !), o mercado vai “reaviabilizando” autogestões em alguns cenários que antes eram inviáveis.
Veja que quando olhamos o quadro, a autogestão que “bateu” a Cassi no ranking das com maior volume de beneficiários não é uma de abrangência nacional, como é o caso da Cassi ! ... é de abrangência estadual, e não em um dos “Estados campeões de audiência populacional” do Brasil !
Enquanto entre o pré e o pós pandemia a Cassi perdeu mais de 100 mil vidas, o IPASGO saiu de “nenhum beneficiário” para mais de 570 mil beneficiários !!
Vamos lembrar que Institutos de Previdência não são tradicionalmente regulados pela ANS, e existem ... o fato de uma operadora, que não é operadora na essência, se habilitar para ser, pedindo registro na ANS não significa que aumentou o número de beneficiários de planos de saúde na prática ... mas significa que a instituição ser gerida segundo as regras da ANS se viabilizou em função de alguns fatores, especialmente o custo da gestão ... é bom que se diga !!!

O “fenômeno do não pecado das autogestões” pode ser observado quando analisamos o ranking das que cresceram mais entre 2024 e 2025:
· Entre as primeiras do ranking temos pequenas e médias;
· E várias que não são ... não eram ... institutos de previdência;
· Crescer 7, 8 ... 13 % em alguns meses é muita coisa quando falamos de operar planos de saúde !
· Quem é do ramo sabe do que estamos falando e entende o quanto isso exige de estrutura, infraestrutura, gestores ... estas coisas custam ... e não custam pouco !
Se está valendo a pena crescer e “pagar este preço”, é porque “terceirizar” no cenário em que elas estão inseridas, entregando a gestão do benefício para uma medicina de grupo, ou cooperativa médica, ou seguradora, não é a melhor opção.
No cenário em que cada uma está inserida, é bom ressaltar ... porque em saúde suplementar sempre devemos avaliar bem o contexto, para não errar !

Com a nova resolução da ANS “que acabou de sair do forno” o cenário de possibilidades para autogestões vai “esquentar um pouco mais”.
Algumas regras que “beiravam o ridículo” de serem aplicadas para as autogestões finalmente foram objeto de “análise de bom senso” e vão favorecer muito a expansão de boa parte delas ... graças a Deus !
Vou ter a oportunidade de comentar detalhadamente sobre esta e outras tendências da saúde suplementar no webinário gratuito que a FFM – Fundação Faculdade de Medicina promoverá no dia 28/11 ... e distribuir estes rankings completos e muitos outros.
Além de expor e comentar o cenário geral da saúde suplementar, e projetar algumas tendências, vamos disponibilizar aos participantes inúmeras planilhas com dados do setor (profissionais, leitos, equipamentos, operadoras, planos, beneficiários, lucro e prejuízo ... e diversos rankings de evolução e participação das operadoras no mercado).
Para quem estiver interessado em participar, seguem as informações ...
...
Com base na evolução do volume de leitos, de equipamentos de diagnósticos, de operadoras de planos de saúde e de administradoras de benefícios, de beneficiários de planos de saúde, de receitas e despesas das operadoras, de profissionais (médicos e outros), e de reclamações e judicializações é possível avaliar tendências da saúde suplementar regulada pela ANS para 2026
As tendências são especialmente importantes para projetar a inflação do segmento, preços de planos de saúde, reajustes de contratos entre fontes pagadoras e serviços de saúde, reajustes de contratos entre operadoras de planos de saúde e entre empresas contratantes de planos de saúde para seus funcionários e remuneração dos profissionais
A FFM – Fundação Faculdade de Medicina promove um webinário gratuito de aproximadamente 2 horas de duração para apresentação dados de evolução entre 2019 e 2025, e algumas projeções para 2026
E os participantes também receberão planilhas em formato MS Excel ® com dados que permitem avaliar a evolução entre o pré e o pós pandemia e a distribuição de:
· Leitos, por tipo, por município
· Equipamentos, por tipo, por município
· Profissionais (médicos, enfermeiros, fonoaudiólogos, psicólogos, e outros profissionais da área assistencial)
· Operadoras e administradoras de benefícios reguladas pela ANS;
· Planos de saúde por modalidade de operadora, por segmentação, por abrangência, e por fatores moderadores;
· Ressarcimento das operadoras ao SUS
· NIPs e Judicializações
E vários rankings de operadoras, por modalidade, por volume de beneficiários, por receita de contraprestação, por despesa assistencial, e por lucro operacional
Os arquivos são especialmente importantes para avaliar a demanda e oferta de serviços em cada região do país, essencial para rotinas de credenciamento, e avaliar precificação e custos dos planos de saúde por modalidades de operadoras
Todo o conteúdo ilustrado por gráficos, e comentados por Enio Jorge Salu
O webinário será desenvolvido em tempo real, na plataforma Zoom. São 2 horários disponíveis para escolha e inscrição:
· Dia 28/11/2025 de 9:00 h até 11:00 h
ou
· Dia 28/11/2025 de 14:00 h até 16:00 h
Para inscrição enviar e-mail para eventosnrm@ffm.br contendo:
· Nome completo
· Empresa / Instituição que se vincula
· Breve relato do interesse em participar do webinário para sua atividade profissional ou acadêmica
· Endereço e-mail na conta da empresa / instituição
· Endereço e-mail na conta pessoal (*)
· Horário de interesse (manhã ou tarde)
(*) Toda a comunicação, o envio do material e do certificado de participação será realizada exclusivamente por meio de mensagens de e-mail, por isso é importante informar os 2 endereços de e-mail, para reduzir o risco das mensagens enviadas pela FFM não serem recebidas pelos interessados e participantes
Vagas limitadas !
Consultoria e Coaching de Carreira para gestores na área da saúde privada e pública www.escepti.com.br
Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde para gestores da saúde privada e pública www.cpgs.net.br
Jornada da Gestão em Saúde de cursos abertos e “in company” www.jgs.net.br
Lista de milhares de profissionais certificados www.escepti.com.br/certificados
Conteúdo especializado para gestores da área da saúde privada e pública www.noticia.net.br
Geografia Econômica da Saúde no Brasil, e seminários temáticos www.gesb.net.br
Modelos para gestão em saúde (livros gratuitos para download) www.escepti.com.br
Contato contato@escepti.com.br
Sobre o autor Enio Jorge Salu
CEO da Escepti Consultoria e Treinamento
Histórico Acadêmico
· Formado em Tecnologia da Informação pela UNESP – Universidade do Estado de São Paulo
· Pós-graduação em Administração de Serviços de Saúde pela USP – Universidade de São Paulo
· Especializações em Administração Hospitalar, Epidemiologia Hospitalar e Economia e Custos em Saúde pela FGV – Fundação Getúlio Vargas
· Professor em Turmas de Pós-graduação na Faculdade Albert Einstein, Fundação Getúlio Vargas, FIA/USP, FUNDACE-FUNPEC/USP, Centro Universitário São Camilo, SENAC, CEEN/PUC-GO e Impacta
· Coordenador Adjunto do Curso de Pós-graduação em Administração Hospitalar da Fundação Unimed
Histórico Profissional
· Pesquisador Associado e Membro do Comitê Assessor do GVSaúde – Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da EAESP da Fundação Getúlio Vargas
· Membro Efetivo da Federação Brasileira de Administradores Hospitalares
· CIO do Hospital Sírio Libanês, Diretor Comercial e de Saúde Suplementar do InCor/Fundação Zerbini, e Superintendente da Furukawa
· Diretor no Conselho de Administração da ASSESPRO-SP – Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação
· Membro do Comitê Assessor do CATI (Congresso Anual de Tecnologia da Informação) do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Fundação Getúlio Vargas
· Associado NCMA – National Contract Management Association
· Associado SBIS – Sociedade Brasileira de Informática em Saúde
· Autor de 12 livros pela Editora Manole, Editora Atheneu / FGV e Edições Próprias
· Gerente de mais de 200 projetos em operadoras de planos de saúde, hospitais, clínicas, centros de diagnósticos, secretarias de saúde e empresas fornecedoras de produtos e serviços para a área da saúde e outros segmentos de mercado