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Apenas 22 % dos novos planos de saúde não têm Coparticipação ou Franquia

0446 – 12/11/2025

Ref.: Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde, Geografia Econômica da Saúde no Brasil e Jornada da Gestão em Saúde no Brasil

Uma tendência inevitável será a expansão da coparticipação e franquia para fornecimento de medicamentos

 

(*) todos os gráficos e ilustrações são partes integrantes do Estudo Geografia Econômica da Saúde no Brasil e do material didático do Programa Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde, dos cursos da Jornada da Gestão em Saúde e da Escepti

Os gráficos se referem aos registros de novos planos de saúde por parte das operadoras de planos de saúde na ANS.

Estratificam estes registros pela característica de ter ou não coparticipação e/ou franquia.

Para quem não está familiarizado com os termos:

·         Plano com coparticipação ou com franquia são aqueles em que o beneficiário paga uma parte do procedimento médico realizado;

·         A coparticipação geralmente é aplicada em procedimentos de baixa complexidade (consultas, exames simples e terapias simples). E neste caso o beneficiário paga geralmente 40 % do valor pago pela operadora ao prestador do serviço;

·         E franquia geralmente é aplicada em situações em que o beneficiário opta por um serviço diferente do preferencial oferecido pela operadora. A operadora oferece alguns serviços em que o beneficiário não paga nada do próprio bolso, e outros em que ele contribui com uma parte. O % pago pelo beneficiário varia “da água para o vinho” dependendo do que está sendo “moderado”;

·         Ambos os casos têm muitas variações em relação ao que está explicado aqui ... não vale a pena neste texto detalhar mais ... para o objetivo da discussão, isso já é suficiente !

Já discutimos em vários textos “prós e contras” da coparticipação, franquia e reembolso:

·         O “principal pró” é que o beneficiário do plano ajuda no combate ao desperdício ... desperdício eleva o custo do plano ... sendo prejudicial para ele mesmo, que é quem paga o plano não é verdade ?

·         O “principal contra” é que geralmente estes fatores moderadores são aplicados de forma flat, ou seja, igualmente seja no desperdício, seja na necessidade. Se o beneficiário faz um exame porque quer fazer, sem nenhuma necessidade, sem nenhum protocolo, porque acha que deve fazer ... isso é desperdício ... a coparticipação é X %. Se ele faz porque está incluso em um protocolo de prevenção ... se é diabético e vai fazer glicemia uma vez por ano ... isso não é desperdício ... a coparticipação também é X % ! E este contrassenso faz com que alguns beneficiários deixem de realizar exames de rotina necessários, coisa que não é boa nem para ele, nem para a operadora.

 O fato que é coparticipação e franquia estão “postos na mesa” e se espalharam pela saúde suplementar como uma “verdadeira pandemia”:

·         O gráfico superior demonstra que os registros de novos planos de saúde com coparticipação e com coparticipação + franquia entre 2019 e 2025 tiveram aumento de mais de 150 %;

·         Enquanto planos que não tem nenhum destes fatores moderadores praticamente não tiveram aumento de registo neste período.

O gráfico inferior demonstra que em 2025 quase 80 % dos novos planos registrados tem coparticipação, ou coparticipação + franquia:

·         Em 2025 apenas 22,2 % dos novos planos registrados não têm nem coparticipação, nem franquia;

·         Como a diferença de preços entre planos com e sem fatores moderadores vai se intensificando ao longo do tempo, acho que “chega a ser pleonasmo” concluir que no futuro, plano sem coparticipação ou franquia será “coisa de milionário”, não é verdade ?

É importante ressaltar que estamos aqui tabulando os novos registros ... não o total de planos ativos existentes.

Com o aprimoramento das coberturas obrigatórias dos planos de saúde, será inevitável que o escopo da coparticipação e franquia se modifiquem:

·         O desperdício nas consultas e exames, alvo da coparticipação, é fato ... mas também é fato o desperdício no uso de medicamentos. Será mesmo que as pessoas não tomam medicamento em excesso ?

·         Tem pessoas que preferem utilizar medicamento “de marca” ao invés de genérico com base em conclusões “não científicas”. É certo isso ?

Conforme a evolução da cobertura dos planos for se expandindo para o financiamento das operadoras na distribuição dos medicamentos, de forma direta ou indireta, o assunto coparticipação e franquia vai chegar neles ... nos medicamentos ... é uma tendência inevitável:

·         Tendência que será combatida por quem “vai ter que colocar mais ainda a mão no bolso” para pagar pelo medicamento;

·         Mas que será aplaudida por quem se preocupa com o excesso de medicação que eventualmente a população está passando a utilizar, sem avaliar consequências de médio e longo prazos para sua própria saúde !

Se Deus quiser, esta discussão para expansão em larga escala da distribuição de medicamentos na saúde suplementar ainda deverá demorar alguns anos ... mas a questão não é “se vai chegar” ... é quando vai iniciar !

Esta tendência e várias outras, vamos discutir no webinário gratuito “Painel Geral da Saúde Suplementar em 2025 e tendências para 2026” promovido pela FFM – Fundação Faculdade de Medicina promoverá no dia 28/11 !

Quem participar receberá diversas planilhas com dados do segmento, que dão um panorama geral do cenário atual, e das tendências !

Para quem estiver interessado em participar, seguem as informações ...

...

Com base na evolução do volume de leitos, de equipamentos de diagnósticos, de operadoras de planos de saúde e de administradoras de benefícios, de beneficiários de planos de saúde, de receitas e despesas das operadoras, de profissionais (médicos e outros), e de reclamações e judicializações é possível avaliar tendências da saúde suplementar regulada pela ANS para 2026

As tendências são especialmente importantes para projetar a inflação do segmento, preços de planos de saúde, reajustes de contratos entre fontes pagadoras e serviços de saúde, reajustes de contratos entre operadoras de planos de saúde e entre empresas contratantes de planos de saúde para seus funcionários e remuneração dos profissionais

A FFM – Fundação Faculdade de Medicina promove um webinário gratuito de aproximadamente 2 horas de duração para apresentação dados de evolução entre 2019 e 2025, e algumas projeções para 2026

E os participantes também receberão planilhas em formato MS Excel ® com dados que permitem avaliar a evolução entre o pré e o pós pandemia e a distribuição de:

·         Leitos, por tipo, por município

·         Equipamentos, por tipo, por município

·         Profissionais (médicos, enfermeiros, fonoaudiólogos, psicólogos, e outros profissionais da área assistencial)

·         Operadoras e administradoras de benefícios reguladas pela ANS;

·         Planos de saúde por modalidade de operadora, por segmentação, por abrangência, e por fatores moderadores;

·         Ressarcimento das operadoras ao SUS

·         NIPs e Judicializações

E vários rankings de operadoras, por modalidade, por volume de beneficiários, por receita de contraprestação, por despesa assistencial, e por lucro operacional

Os arquivos são especialmente importantes para avaliar a demanda e oferta de serviços em cada região do país, essencial para rotinas de credenciamento, e avaliar precificação e custos dos planos de saúde por modalidades de operadoras

Todo o conteúdo ilustrado por gráficos, e comentados por Enio Jorge Salu

O webinário será desenvolvido em tempo real, na plataforma Zoom. São 2 horários disponíveis para escolha e inscrição:

·         Dia 28/11/2025 de 9:00 h até 11:00 h

ou

·         Dia 28/11/2025 de 14:00 h até 16:00 h

Para inscrição enviar e-mail para eventosnrm@ffm.br contendo:

·         Nome completo

·         Empresa / Instituição que se vincula

·         Breve relato do interesse em participar do webinário para sua atividade profissional ou acadêmica

·         Endereço e-mail na conta da empresa / instituição

·         Endereço e-mail na conta pessoal (*)

·         Horário de interesse (manhã ou tarde)

(*) Toda a comunicação, o envio do material e do certificado de participação será realizada exclusivamente por meio de mensagens de e-mail, por isso é importante informar os 2 endereços de e-mail, para reduzir o risco das mensagens enviadas pela FFM não serem recebidas pelos interessados e participantes

Vagas limitadas !

 

Consultoria  e  Coaching de Carreira  para gestores na área da saúde privada e pública  www.escepti.com.br

Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde  para gestores da saúde privada e pública     www.cpgs.net.br

Jornada da Gestão em Saúde de cursos abertos e “in company”  www.jgs.net.br

Lista de milhares de profissionais certificados   www.escepti.com.br/certificados

Conteúdo especializado para gestores da área da saúde privada e pública  www.noticia.net.br

Geografia Econômica da Saúde no Brasil, e seminários temáticos  www.gesb.net.br

Modelos para gestão em saúde (livros gratuitos para download)  www.escepti.com.br

Contato  contato@escepti.com.br

 

Sobre o autor Enio Jorge Salu

CEO da Escepti Consultoria e Treinamento

Histórico Acadêmico

·  Formado em Tecnologia da Informação pela UNESP – Universidade do Estado de São Paulo

·  Pós-graduação em Administração de Serviços de Saúde pela USP – Universidade de São Paulo

·  Especializações em Administração Hospitalar, Epidemiologia Hospitalar e Economia e Custos em Saúde pela FGV – Fundação Getúlio Vargas

·  Professor em Turmas de Pós-graduação na Faculdade Albert Einstein, Fundação Getúlio Vargas, FIA/USP, FUNDACE-FUNPEC/USP, Centro Universitário São Camilo, SENAC, CEEN/PUC-GO e Impacta

·  Coordenador Adjunto do Curso de Pós-graduação em Administração Hospitalar da Fundação Unimed

Histórico Profissional

·  Pesquisador Associado e Membro do Comitê Assessor do GVSaúde – Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da EAESP da Fundação Getúlio Vargas

·  Membro Efetivo da Federação Brasileira de Administradores Hospitalares

·  CIO do Hospital Sírio Libanês, Diretor Comercial e de Saúde Suplementar do InCor/Fundação Zerbini, e Superintendente da Furukawa

·  Diretor no Conselho de Administração da ASSESPRO-SP – Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação

·  Membro do Comitê Assessor do CATI (Congresso Anual de Tecnologia da Informação) do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Fundação Getúlio Vargas

·  Associado NCMA – National Contract Management Association

·  Associado SBIS – Sociedade Brasileira de Informática em Saúde

·  Autor de 12 livros pela Editora Manole, Editora Atheneu / FGV e Edições Próprias

·  Gerente de mais de 200 projetos em operadoras de planos de saúde, hospitais, clínicas, centros de diagnósticos, secretarias de saúde e empresas fornecedoras de produtos e serviços para a área da saúde e outros segmentos de mercado