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Gestão Custos 360º no Sistema Unimed

0449 – 29/11/2025

Ref.: Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde, Geografia Econômica da Saúde no Brasil e Jornada da Gestão em Saúde no Brasil

Jornada do Paciente, Sinistralidade, Precificação, Rentabilidade, TEA e APS ... uma ampla discussão s obre custos

 

(*) todos os gráficos e ilustrações são partes integrantes do Estudo Geografia Econômica da Saúde no Brasil e do material didático do Programa Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde, dos cursos da Jornada da Gestão em Saúde e da Escepti

Quando o assunto custos na saúde suplementar é “ventilado” geralmente as pessoas associam a evolução das despesas assistências das operadoras de planos de saúde ... a base da sinistralidade que as operadoras utilizam para definir os reajustes de preço dos planos ... que é imediatamente associada à inflação da saúde suplementar:

·         É um tema complexo ... mas “do terço não é nem uma dezena” !

·         Que bom se o assunto custo em operadoras e serviços de saúde se resumisse a isso ... que bom seria !

Para entender as nuances que resultam neste “custo chamado sinistralidade” é necessário quebrar paradigmas:

·         O custo da saúde se origina nos serviços de saúde, e os serviços de saúde, mesmo os que realizam procedimentos de menor complexidade, não são instituições monocelulares ... de uma única unidade de negócios;

·         O maior erro ... o maior motivo ... dos serviços de saúde terem investido tanto em sistema de controle de custos durante anos, e após “um longo e tenebroso inverno” não conseguirem apurar o custo de uma herniorrafia ... o custo de um parto ... o custo de uma tomografia ...

·         ... vem da forma como os próprios serviços de saúde não organizam de forma adequada as informações que já têm ... que estão na sua contabilidade ... da forma como o gestor da área de negócios necessita para obter a informação que ele necessita para gerir os custos ... para avaliar a precificação;

·         Quem gere custo é o gestor não o contador ... ele, o gestor, necessita de instrumentos que permitam análise sobre o que está na sua competência de gestão.

O gráfico acima, das despesas assistenciais ... o custo final das operadoras de planos de saúde:

·         Totaliza gastos de algumas centenas de modelos de unidades de negócios diferentes, que existem em centenas de milhares de serviços de saúde !

·         Projetos de custos que tentam contabilizar os custos destas centenas de modelos de negócios diferentes sem estruturar adequadamente as informações que o gestor necessita fracassam.

Apresentam números contábeis de altíssima qualidade ... de extrema utilidade para a compliance dos demonstrativos de resultado da empresa ...

·         ... mas não dão aos gestores das unidades de negócios as informações que eles necessitam no seu desafio de gestão;

·         Qual o custo da artrodese de coluna ?

·         Como melhorar o processo de atendimento dos pacientes da hemodiálise para reduzir o custo por procedimento de hemodiálise ?

·         Qual o custo mensal por paciente TEA classificado como nível moderado ?

 

 

A Federação das Unimeds do Estado de São Paulo e a Unimed do Brasil me proporcionaram este ano uma oportunidade que as palavras que já aprendi, e as que ainda vou aprender, não serão suficientes para demonstrar meu agradecimento.

Pela FESP conduzir 4 capacitações entre outubro e novembro:

·         Custos na Jornada do Paciente;

·         Gestão de Sinistralidade TEA – ABA;

·         Gestão de Custos em Unidades TEA – ABA

·         Gestão de Custos e Precificação em Saúde.

Pela Brasil, simulação da gestão gerencial de custos em Unidades de Atenção Primária à Saúde.

Pelo escopo acredito que fica claro que Custos esteve presente em visões de modelos de negócios absolutamente diferentes dentro da cadeia de valores da saúde suplementar:

·         O de operadoras de planos de saúde ... que é uma coisa;

·         O de serviços de saúde que servem exclusivamente redes próprias de operadoras ... que é outra coisa;

·         O de serviços de saúde que vendem serviços, de rede própria de operadoras ou não ... que é outra coisa;

·         E o de serviços de saúde que realizam procedimentos que não têm lastro direto em receita, porque existem para reduzir a sinistralidade futura ... lá na frente ... sem um código TUSS que possa ser base de referência, se é que me entende ... que é outra coisa completamente diferente de todo o resto que existe na saúde quando tratamos do tema financiamento da saúde !

Sou mesmo um privilegiado, não somente pela oportunidade de me relacionar com centenas (centenas mesmo) de gestores do Sistema Unimed ... de Unimeds de todo o Brasil. Uma oportunidade que pouca gente tem, e não canso de agradecer ... muito obrigado !

Em todos tivemos a oportunidade de discutir um modelo de cálculo gerencial único, que adere a qualquer tipo de serviço de saúde ... pequeno, médio, grande ou gigante:

·         Utilizado na prática há anos ... não que eu tenha ouvido falar ... mas que Deus me deu a oportunidade de desenvolver na prática em projetos de consultoria e de capacitação de gestores !

·         Extremamente simples e rápido de ser construído.

Utiliza, na medida do possível, informações que estão disponíveis na contabilidade das empresas, mas não depende disso para ser implantado:

·         Coletando dados somente na contabilidade, ou se não estiverem da forma como o gestor necessita, coletando na folha de pagamento e nos registros de fluxo de caixa;

·         Porque para gestão de custos ... não para contabilidade de custos ... não é necessária a precisão que a contabilidade é obrigada a seguir para produzir seus mapas demonstrativos, balanço, balancete, razão, diário ...

·         A contabilidade necessita fazer de forma padronizada, de acordo com práticas contábeis, porque o cálculo do lucro e prejuízo ... o cálculo dos tributos a pagar ... depende dessa precisão ... na verdade o CRC do contador depende dessa precisão, se é que me entende também !

Para o gestor de custos, que é quem controla o custo dos processos ... da produção:

·         O excesso de precisão nos cálculos não tem significância;

·         O custo de produzir informações com “precisão contábil” para entender o que se deve fazer para reduzir o custo de produção pode, inclusive, nem valer a pena !

·         Um cálculo ágil e rápido, que o próprio gestor possa ajustar ... adaptar ... segundo a sua necessidade, é muito mais vantajoso sob o ponto de vista de gestão;

·         A forma como as informações podem estar registradas na contabilidade ... o plano de contas contábil ... pode inclusive nem estar adequado para a análise que o gestor necessita ... e isso é muito mais comum do que a maioria absoluta de profissionais que atuam no segmento da saúde pode imaginar ... afirmação de quem, modéstia a parte, atua no ciclo de receitas e custos na área da saúde há décadas, tendo tido a oportunidade de conhecer algumas centenas de empresas do segmento !

Para o gestor de precificação então !!!!!

·         Que diferença faz para quem vai precificar na saúde se o custo de um procedimento foi calculado com 5 % de erro ?

·         Na maioria absoluta ... quase 100 % dos casos ... o segmento da saúde está muito longe de ser o que define o preço a partir do custo;

·         Quem nunca trabalhou em área comercial de serviço de saúde, ou de credenciamento de operadora de saúde, é que pensa que o custo é a base da precificação;

·         Quem trabalha em precificação da saúde sabe que custo é apenas um dos parâmetros utilizados na precificação, não é verdade ?

Preço na área da saúde depende prioritariamente de cadeias de valores:

·         É comum ... muito comum ... vender um produto com prejuízo para ganhar em outro;

·         É comum ... muito comum ... produtos de custo baixíssimo serem vendidos por preços exorbitantemente altos ...

·         ... e o inverso ... produtos de alto custo serem vendidos abaixo do que seria tido como “mínimo” por profissionais que atuam em outro segmento.

 

 

Em todos os encontros discutimos a necessidade do gestor de processos ... do gestor de precificação ... dos gestores do negócio ... de considerarem receitas e gastos que sejam exclusivamente delimitados pela influência que eles tenham no seu negócio ... na sua operação:

·         Conceituar receitas e gastos operacionais sob o ponto de vista da sua visão de gestão;

·         Receitas e gastos operacionais sob o ponto de vista contábil da empresa nem sempre são operacionais sob o ponto de vista do “pedaço” da empresa que representa a unidade de negócios que o gestor gere;

·         Aliás, é sempre bom ressaltar, um custo operacional na visão da empresa pode ser receita na visão operacional de uma unidade de negócios da empresa ... especialmente quando tratamos de uma cadeia de valores que inclui operadora de planos de saúde e serviços de rede própria !

Em discussões com gestores do Sistema Unimed sempre iniciamos revisando a cadeia de valores da Unimed, que tem cooperativa, operadora, serviço de rede própria, e unidades de negócios diferentes nos serviços de saúde da rede própria:

·         Uma “tempestade” perfeita para confundir operacional e não operacional ... receita e gasto ... custo e despesa ... se o gestor não estiver atento.

·         Sempre “brinco”: tanto lugar para trabalhar e vocês escolheram o ambiente mais complexo que existe dentro da saúde suplementar por quê ?”.

 

 

Pudemos exercitar a matriz de rentabilidade e custos em diferentes cenários nestes encontros:

·         Quando tratamos de serviços de saúde da rede própria Unimed que realizam procedimentos de maior complexidade, exercitando as unidades de negócios mais adequadas;

·         Quando exercitamos o modelo em uma unidade de procedimentos de baixa complexidade com unidades de negócios muito diferentes ... como fizemos simulando uma que tinha APS, TEA, Ambulatório e PA ... unidades de negócios compartilhando o mesmo espaço físico e alguns serviços de retaguarda administrativa e assistencial ... mas cujos negócios não têm nada a ver um com o outro !

·         E quanto “dissecamos” uma Unidade Especializada em TEA, demonstrando que TEA não é uma unidade de negócios que pode ser analisada sob o ponto de vista de custos e precificação como se fosse uma coisa só ... há que se “quebrar” o serviço em pelo menos 3 unidades de negócios para que “os números possam fazer algum sentido nas análises” !

O método ... o mesmo ... as ferramentas simples ... as mesmas ...

·         Mas a necessidade de permitir que o gestor a parametrize de acordo com o negócio, que ele conhece e a contabilidade não;

·         Esta necessidade de flexibilização ... esta é fundamental para que se possa fazer uso realmente adequado das informações que os sistemas de tabulação de custos e despesas geram.

 

 

A gente sempre diz que gestão da saúde não é coisa para amadores ... não é exagero !

·         Voce pode apurar custos de unidades por especialidade e comparar com os de outras instituições;

·         Mas a chance de encontrar uma outra instituição que seja realmente compatível com a sua a ponto da comparação poder ser feita não é lá muito grande ... mesmo dentro do Sistema Unimed, é bom que se diga.

Quando projetamos a oportunidade de criar uma estrutura própria de APS, o parâmetro básico não é simplesmente se o orçamento destinado para operacionalizar a unidade é compatível com o custo operacional apurado:

·         Sob o ponto de vista financeiro, APS existe para reduzir a sinistralidade a médio e longo prazos;

·         Quando vamos apurar a rentabilidade da APS em um ecossistema de saúde, temos que apurar o quanto ela reduziu de sinistralidade e comparar com o custo que consumiu;

·         Esta redução de sinistralidade não é proporcionalmente a mesma em todas as Unimeds somente em função da quantidade de beneficiários;

·         Ela varia dependendo do perfil epidemiológico da carteira de beneficiários;

·         Duas carteiras de beneficiários do mesmo tamanho podem demandar mais ou menos APS dependendo do perfil epidemiológico dos beneficiários que elas contêm.

Quando analisamos o custo x benefício de ter outros tipos de unidades que realizam procedimentos de baixa complexidade a visão é diferente:

·         Comparamos, prioritariamente, o custo de ter o serviço ou de terceirizar o serviço;

·         E terceirizar o serviço em uma região pode ser muito mais caro do que em outra;

·         Não temos oferta de serviços de saúde de forma uniforme pelo Brasil ... nem por todo o Estado de São Paulo ... nem em cada uma das regiões metropolitanas;

·         Uma comparação simples entre o custo por beneficiário em terapias ABA de uma Unimed com outra, sem considerar a geografia econômica da saúde em que as duas se inserem é completamente inadequada !

Em todas as oportunidades ... em todos os programas de capacitação ... sempre enaltecemos a necessidade de benchmarkings viáveis ... que comparem “banana com banana” ... que não comparem “banana com laranja”:

·         Comparar custo de procedimento de uma cirurgia em um hospital da Unimed com o de uma Santa Casa, é absolutamente inviável ... a cirurgia é a mesma mas o custo não tem como ser o mesmo !

·         Um serviço próprio da Unimed está carregado de carga tributária ... na aquisição, na folha de pagamento, na venda do serviço ... até no IPVA do veículo, do IPTU ...

·         A Santa Casa não ... hospitais filantrópicos gigantes, também não é bom lembrar !

·         Comparar o custo com eles é um erro “dos mais absurdos que se possa cometer” !!

Uma das coisas que fazem com que o Sistema Unimed se consolide cada vez mais na liderança do mercado da saúde suplementar regulada pela ANS ... se incluirmos a Unimed Seguros junto com as cooperativas, o sistema tem quase 45 % do volume de beneficiários ... é esta oportunidade que ela dá para singulares, federações, confederação ... de cada uma das centenas de Unimeds ... poderem trocar experiências.

E pelo exposto, custo esteve na pauta “pra valer” este ano no Sistema Unimed !

Por um lado um ecossistema complexo, que inclui fontes pagadoras e serviços de saúde, regulados pelo Sistema “S”, ANS, e suas próprias autorregulações ... que exige muito dos gestores.

Por outro lado esta oportunidade de “intercâmbio” de conhecimento que não existe em “nenhum outro pedaço” da saúde suplementar ... investimento nos gestores ... uma oportunidade única !

Foi absolutamente fantástico ter tido esta oportunidade mais uma vez este ano ... não vou aqui “nomear” as pessoas que tenho obrigação de agradecer, porque não me perdoaria saber que esqueci de citar alguém ... muito obrigado !!

Consultoria  e  Coaching de Carreira  para gestores na área da saúde privada e pública  www.escepti.com.br

Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde  para gestores da saúde privada e pública     www.cpgs.net.br

Jornada da Gestão em Saúde de cursos abertos e “in company”  www.jgs.net.br

Lista de milhares de profissionais certificados   www.escepti.com.br/certificados

Conteúdo especializado para gestores da área da saúde privada e pública  www.noticia.net.br

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Contato  contato@escepti.com.br

 

Sobre o autor Enio Jorge Salu

CEO da Escepti Consultoria e Treinamento

Histórico Acadêmico

·  Formado em Tecnologia da Informação pela UNESP – Universidade do Estado de São Paulo

·  Pós-graduação em Administração de Serviços de Saúde pela USP – Universidade de São Paulo

·  Especializações em Administração Hospitalar, Epidemiologia Hospitalar e Economia e Custos em Saúde pela FGV – Fundação Getúlio Vargas

·  Professor em Turmas de Pós-graduação na Faculdade Albert Einstein, Fundação Getúlio Vargas, FIA/USP, FUNDACE-FUNPEC/USP, Centro Universitário São Camilo, SENAC, CEEN/PUC-GO e Impacta

·  Coordenador Adjunto do Curso de Pós-graduação em Administração Hospitalar da Fundação Unimed

Histórico Profissional

·  Pesquisador Associado e Membro do Comitê Assessor do GVSaúde – Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da EAESP da Fundação Getúlio Vargas

·  Membro Efetivo da Federação Brasileira de Administradores Hospitalares

·  CIO do Hospital Sírio Libanês, Diretor Comercial e de Saúde Suplementar do InCor/Fundação Zerbini, e Superintendente da Furukawa

·  Diretor no Conselho de Administração da ASSESPRO-SP – Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação

·  Membro do Comitê Assessor do CATI (Congresso Anual de Tecnologia da Informação) do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Fundação Getúlio Vargas

·  Associado NCMA – National Contract Management Association

·  Associado SBIS – Sociedade Brasileira de Informática em Saúde

·  Autor de 12 livros pela Editora Manole, Editora Atheneu / FGV e Edições Próprias

·  Gerente de mais de 200 projetos em operadoras de planos de saúde, hospitais, clínicas, centros de diagnósticos, secretarias de saúde e empresas fornecedoras de produtos e serviços para a área da saúde e outros segmentos de mercado