24 horas 7 dias por semana com o paciente – somente enfermagem !
0459 – 17/03/2026
Ref.: Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde, e Geografia Econômica da Saúde no Brasil
E ainda é bom lembrar: não existe outra profissão tão adepta ao voluntariado !
(*) todos os gráficos e ilustrações são partes integrantes do Estudo Geografia Econômica da Saúde no Brasil e do material didático do Programa Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde, e das consultorias da Escepti
Não existe saude 24 horas sem enfermagem:
· Pode até existir em atividades onde não ocorre assistência ao paciente ... em farmácias de rua, em serviços de telemedicina que são orientativos e podem ser “tocados por algum algoritmo de IA” ...
· ... mas onde é necessária assistência “corpo a corpo”, especialmente nos casos em que o paciente sente dor e/ou corre risco de vida, e/ou vai se submeter a um procedimento invasivo e/ou foi submetido a um tratamento cirúrgico, e/ou ... e/ou ... e/ou ...
· Se é um serviço 24 horas de “assistência real” ... ali tem enfermagem 24 horas !
Quando um paciente interna para realização de uma cirurgia:
· Quanto tempo durante a internação o médico interage com o paciente ? ... algumas horas ?
· Quanto tempo fisio, fono, TO, farmacêutico clínico, nutricionista clínico ... quanto tempo cada profissional de outras especialidades interage com o paciente internado ? ... algumas horas ?
· Quanto tempo a enfermagem interage com o paciente internado ? ... todas as horas !
Para que isso ocorra temos ... nada menos ... que meio milhão de postos de trabalho de enfermagem no Brasil:
· Para que se tenha ideia do que isso significa, apenas 0,5 % das cidades do Brasil têm mais de meio milhão de habitantes;
· Os enfermeiros “lotariam” a população de 99,5 % de todas as cidades do Brasil !!
A maioria das pessoas nem imagina que existe especialização dentro da enfermagem:
· Até dentro do mesmo CBO 223505 – Enfermeiro, existem profissionais com especializações muito diferentes que não constam na tabela de CBOs;
· “Enfermeiro 223505” pode ser especializado em oncologia, infusões, hemodiálise ...

E, por favor, não vamos confundir as coisas:
· Estava me referindo aos profissionais formados em enfermagem ... não ao total de profissionais que atuam no “ramo da enfermagem”;
· A tabela demonstra que “estes outros profissionais de enfermagem” lotam quase 1 milhão e 300 mil postos de trabalho !
· Quase 3 vezes mais que os próprios enfermeiros.
Chega a ser surpreendente para quem não conhece o segmento da saúde saber que quase 1 % de toda a população brasileira é composta por profissionais que atuam em atividades relacionadas a enfermagem.
E olha ... temos mais uma “grande porção” que não está nestes números:
· Estes números se referem aos postos de trabalho vinculados aos estabelecimentos de saúde;
· Temos ainda enfermeiros atuando na indústria ... nos ambulatórios de empresas que não têm nada a ver com saúde ... atuando como autônomos prestando assistência particular ...
· ... quantos desses ? ... impossível estimar ... só Deus sabe !

É uma profissão em contínua expansão de mercado de trabalho:
· População envelhecendo significa população com maior necessidade de acesso aos recursos de saúde;
· Com maior necessidade de cuidados intensivos ... contínuos ... paliativos;
· Com necessidade de suporte de enfermagem !
Os números comprovam:
· Tanto no SUS como na saúde suplementar o crescimento de postos de trabalho foi gigantesco entre o pré e o pós pandemia !
· E não existe nenhum indicador que sinalize que esta tendência de expansão acabe !!

O “piso da enfermagem” foi um evento importante ... muito significativo:
· Mais importante para o SUS onde mais de 250 mil estão associados aos vínculos trabalhistas que foram afetados pela implantação da regra;
· Afetou menos a saúde suplementar onde temos um grande contingente de enfermeiros “PJ”.
Mas é mais do que necessário que a definição geral do piso seja aprimorada:
· Essencial que tenha abrangência nas profissões afins ... não só as “clássicas” da enfermagem;
· E também é essencial que sejam estabelecidos pisos diferenciados em função das especializações;
· É justo pagar um salário digno ... mas é mais justo pagar um salário diferenciado para os profissionais que investem na carreira se especializando;
· Afinal, se não existe incentivo para a especialização, como vamos expandir o contingente de profissionais especializados para as necessidades que a saúde demanda ? ... especialmente relacionada ao crescente aumento de frequência de casos de maior complexidade ?
O paradigma foi quebrado ... agora é aproveitar o novo cenário e aprimorar a regra !

Se a regra não for ajustada vamos continuar tendo muita diferença de oferta de enfermeiros “per capita” pelo Brasil:
· Os mercados “mais ricos” pagando melhores salários, e tendo maior oferta de profissionais, especialmente os mais especializados ...
· ... e os mercados “menos ricos” pagando menores salários, e tendo carência deste precioso recurso para melhorar o acesso da saúde à população relacionada !
O que precisa ser dito é que a categoria não utiliza adequadamente “a força que tem”:
· Não se utiliza do “potencial político” que tem;
· Tem menos força do que categorias que possuem um contingente de profissionais infinitamente menor !
Só no Estado de São Paulo ...
· ... somando Enfermeiros e Afins ...
· ... sem considerar os que não estão vinculados aos estabelecimentos de saúde ...
· ... temos mais de 400 mil profissionais ... mais de 400.000 !!!
Este número de profissionais ...
· ... elege quantos vereadores ?
· ... elege quantos deputados federais ?
· ... é decisivo para eleição de senador !
· ... e dependendo do cenário político, inclusive é decisivo para eleição de governador !!
O futuro “bom ou ruim” ... “adequado ou inadequado” ... para a enfermagem, depende fundamentalmente da própria organização da categoria profissional !!!
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Conteúdo especializado para gestores da área da saúde privada e pública www.noticia.net.br
Geografia Econômica da Saúde no Brasil, e seminários temáticos www.gesb.net.br
Consultoria especializada para hospitais e operadoras de planos de saúde contato@escepti.com.br
Sobre o autor Enio Jorge Salu
CEO da Escepti Consultoria e Treinamento
Histórico Acadêmico
· Formado em Tecnologia da Informação pela UNESP – Universidade do Estado de São Paulo
· Pós-graduação em Administração de Serviços de Saúde pela USP – Universidade de São Paulo
· Especializações em Administração Hospitalar, Epidemiologia Hospitalar e Economia e Custos em Saúde pela FGV – Fundação Getúlio Vargas
· Professor em Turmas de Pós-graduação na Faculdade Albert Einstein, Fundação Getúlio Vargas, FIA/USP, FUNDACE-FUNPEC/USP, Centro Universitário São Camilo, SENAC, CEEN/PUC-GO e Impacta
· Coordenador Adjunto do Curso de Pós-graduação em Administração Hospitalar da Fundação Unimed e do MBA de Gestão do Faturamento e Auditoria de Contas do HCx da Faculdade de Medicina da USP
Histórico Profissional
· Pesquisador Associado e Membro do Comitê Assessor do GVSaúde – Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da EAESP da Fundação Getúlio Vargas
· Membro Efetivo da Federação Brasileira de Administradores Hospitalares
· CIO do Hospital Sírio Libanês, Diretor Comercial e de Saúde Suplementar do InCor / Fundação Zerbini, Gestor da Saúde Suplementar da Fundação Faculdade de Medicina / Complexo HCFMUSP, e Superintendente da Furukawa
· Diretor no Conselho de Administração da ASSESPRO-SP – Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação
· Membro do Comitê Assessor do CATI (Congresso Anual de Tecnologia da Informação) do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Fundação Getúlio Vargas
· Associado NCMA – National Contract Management Association
· Associado SBIS – Sociedade Brasileira de Informática em Saúde
· Autor de 12 livros pela Editora Manole, Editora Atheneu / FGV e Edições Próprias
· Gerente de mais de 200 projetos em operadoras de planos de saúde, hospitais, clínicas, centros de diagnósticos, secretarias de saúde e empresas fornecedoras de produtos e serviços para a área da saúde e outros segmentos de mercado