Temos vagas para Farmacêuticos no Brasil
0461 – 30/03/2026
Ref.: Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde, e Geografia Econômica da Saúde no Brasil
A “onda” da popularização da assistência farmacêutica brasileira
(*) todos os gráficos e ilustrações são partes integrantes do Estudo Geografia Econômica da Saúde no Brasil e do material didático do Programa Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde, e das consultorias da Escepti
A figura demonstra que temos no Brasil, entre farmacêuticos e profissionais relacionados, mais de 200.000 postos de trabalho, somando SUS e Saúde Suplementar.
Para o bem ou para o mal, o brasileiro passou a ser “consumidor de carteirinha” de medicamentos.
· Para o bem quando existe prescrição e assistência farmacêutica adequada !
· Para o mal quando se automedica, achando que o medicamento vai mudar “por milagre” alguma condição pré existente de tratamento complexo ... quando pensa que “uma canetinha ou um comprimidinho” vai permitir que ele continue sua “vida rebelde”, se é que me entende !
A medicina evoluiu para nos dotar de medicamentos que podem melhorar nossa qualidade de vida, prevenir doenças e curar doenças:
· Mas os medicamentos são também chamados de “drogas”, porque drogas são !
· Podem viciar e, pior, a diferença entre a dose que cura e a dose que mata pode ser menor do que “nós leigos” podemos imaginar em muitos casos;
· E os efeitos que causam ... tanto “os curativos” como os “colaterais” (os que frequentemente são danosos a saúde) ... podem variar muito “de pessoa para pessoa”.
Estas nuances, por lei, tentam ser explicadas nas bulas dos medicamentos, que nem sempre “são legíveis e entendíveis” para quem as lê:
· Se tem “2 línguas portuguesas” que tenho grande dificuldade em aceitar que assim sejam, é a das bulas, e dos textos jurídicos ... explicam tão bem aos profissionais de medicina e farmácia, e direito ... explicam tão mal para “pobres mortais” como eu e a “torcida do Corinthians”;
· E são milhares e milhares de medicamentos diferentes;
· São necessários profissionais especializados para que sejam utilizados em doses adequadas, de acordo com a necessidade ... conforme prescrição ... e ministrados de forma correta ...
· Farmacêuticos, estudam durante anos para poder lidar com isso ... e inclusive alertar para erros de prescrição médica, é bom que se diga !
Pessoas que estão capacitadas para entender que o medicamento serve realmente para quê ... quais os benefícios ... quais os riscos e malefícios:
· Não porque escutaram algum “influenciador” dizer que é bom ou ruim ... mas porque existe “ciência” na utilização dos medicamentos ... esta atividade chamada de “assistência farmacêutica” !!
· Assistência farmacêutica “passa bem longe” do “escutei dizer que” ... “uma amiga usou e” ... “todo mundo diz que” ... “estou vendo nas redes faz tempo” ...
· Assistência farmacêutica é baseada em ensaios clínicos que comprovam a eficácia no tratamento das doenças e os riscos relacionados.
Tirando água, não existe algo que a gente possa ingerir ou infiltrar que não faça algum mal ... fala sério: até excesso de água faz mal, não é verdade ?

Esta figura tem um erro:
· Ela representa uma região de aproximadamente 4 quarteirões de largura por 4 quarteirões de comprimento de uma cidade de ~400 mil habitantes (que pode chegar a mais de 3 milhões nos feriadões) ... isso está certo;
· Ela aponta as farmácias que existem neste pequeno quadrilátero que voce pode percorrer andando por todo o perímetro em menos de 10 minutos ... e indica que existem 15 farmácias ... isso está errado ... na verdade são 21 farmácias;
· Algumas não aparecem em função das políticas de exibição do Google.
Cada Farmácia deve ter pelo menos 1 farmacêutico responsável ... e tem pelo menos mais 5 funcionários ... algumas com movimento gigante tem algumas dezenas de funcionários.
Quantos “quadriláteros” com alta concentração de farmácias como este existem no Brasil ?
Quantas farmácias não estão em quadriláteros de alta densidade populacional, mas permeiam todas as cidades do Brasil ?
Acho que dizer que é um mercado de trabalho “de respeito” ... acredito que seja algo indiscutível !!

Das profissões da saúde, farmacêuticos e afins guardam uma das menores diferenças per capita pelo Brasil:
· Entre a UF de menor oferta desses profissionais e a de maior oferta, a diferença não chega a ser de 3 vezes;
· Com toda a dificuldade que um país como o nosso tem de diversidade de poder aquisitivo ... somos um país pobre ... ter 1 profissional para cada 1.000 habitantes no geral “chega a ser um milagre”.
Pessoas que consomem medicamentos sem orientação não podem afirmar que fazem isso por escassez de quem tenha competência para isso !
Vale notar na tabela que temos mais profissionais relacionados à assistência farmacêutica no SUS do que na saúde suplementar. Tive a oportunidade de atuar profissionalmente em algumas dezenas de serviços de saúde públicos e credenciados pelo SUS que distribuem medicamentos:
· Costumeiramente vemos notícias sobre falta de medicamentos no SUS;
· É verdade que ocorre ... e nas situações que ocorrem são sempre por motivos “imperdoáveis” ... deixando pacientes extremamente necessitados por medicamentos que podem levar o paciente a óbito “ao Deus dará”;
· Mas na rotina as falhas são poucas comparadas à prestação de serviço que o SUS entrega para a população em geral;
· Rotinas rígidas de planejamento, aprazamento, distribuição em farmácias, e inclusive vários casos em que o medicamento é entregue na residência do paciente ... planejadas e gerenciadas, em sua essência, por farmacêuticos
Como isso movimenta “muito dinheiro”, como em qualquer outro segmento, onde tem dinheiro sempre tem gente que se aproveita para cometer crimes:
· Isso não é privilégio do SUS;
· Não foram poucas as vezes que tive conhecimento de “gangs” que atuavam na saúde suplementar;
· Desde meros pequenos desvios, passando por golpes isolados de grande porte, até esquemas fraudulentos de uma rotina tão escancarada que era difícil imaginar por qual razão duraram tanto tempo sem que fossem desbaratadas” !

A maioria das pessoas desconhece as especializações da profissão Farmacêutico:
· Para lidar com tão ampla gama de medicamentos, que envolvem vários cenários com processos, interesses e riscos, é necessária “especialização dentro da especialidade”;
· E o mercado da saúde vai desenvolvendo vínculos de trabalho distintos com eles, para viabilizar a inserção desses profissionais nos sistemas de financiamento da saúde.
Quanto maior a especialidade do farmacêutico, menor a probabilidade dele manter vínculo como “simples celetista” !
Empreender também “está na bula” desta profissão !!

E o farmacêutico não atua isoladamente:
· Carrega com ele diversos profissionais especializados nas rotinas que se relacionam com a pesquisa, armazenagem, unitarização, dispensação, controle de rastreabilidade de utilização ...
· Farmácia é um “centro de processo logístico” na essência;
· Seja uma farmácia interna ... farmácia hospitalar, por exemplo ... seja uma farmácia de varejo ... “farmácia de rua”.
Pela tabela é possível aferir que temos só de balconista em farmácias, cerca de 40.000 postos de trabalho !
Uma infinidade de “jovens de primeiro emprego” que conseguem uma vaga no comercio, em empresas de alimentação, vestuário, brinquedos ... se animam, e muito, se tiverem a chance de trabalhar em uma farmácia.

O que se critica em farmácia de rua é o fato dela não vender somente medicamentos:
· É algo que necessita ser ajustado no Brasil;
· Um supermercado não pode vender medicamento ... mas uma farmácia pode vender refrigerante, bala, chocolate !
· Não é correto ... também porque prejudica 1 pessoa que entra na farmácia para comprar medicamento e fica numa fila com 10 que estão comprando “balinha diet”, se é que me entende !
Também se critica no Brasil a possibilidade das pessoas comprarem indiscriminadamente medicamentos “que não precisam de receita”:
· Excesso de “inocentes” antiácidos faz mal ... não é justificável que medicamentos inocentes possam ser adquiridos indiscriminadamente ... não é lógico acreditar que alguém vai ler em letras que a gente precisa de um microscópio para enxergar, vai deixar de consumir um medicamento porque pode lhe fazer mal ... “para com isso” !
· Naturalmente isso induz a automedicação;
· Na maioria absoluta das vezes desnecessária ... e quantas vezes danosa, não podemos estimar !
Esta “porta de varejo” que induz o consumo tem feito as redes de farmácia se multiplicarem por todo o Brasil:
· Os gráficos demonstram que enquanto o total de postos de trabalho relacionados à farmácia no SUS cresceu quase 50 % no SUS entre o pré e o pós pandemia ...
· ... na saúde suplementar “mais que triplicou” ... triplicou ... de tamanho !
Não existe algo que nos esteja fazendo pensar que esta tendência de crescimento do mercado de trabalho dos farmacêuticos venha a mudar em curto prazo.
Especialmente na saúde suplementar atual a ordem é: “procura-se profissional para a área de farmácia para início imediato” !!!
Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde para gestores da saúde privada e pública www.cpgs.net.br
Conteúdo especializado para gestores da área da saúde privada e pública www.noticia.net.br
Geografia Econômica da Saúde no Brasil, e seminários temáticos www.gesb.net.br
Consultoria especializada para hospitais e operadoras de planos de saúde contato@escepti.com.br
Sobre o autor Enio Jorge Salu
CEO da Escepti Consultoria e Treinamento
Histórico Acadêmico
· Formado em Tecnologia da Informação pela UNESP – Universidade do Estado de São Paulo
· Pós-graduação em Administração de Serviços de Saúde pela USP – Universidade de São Paulo
· Especializações em Administração Hospitalar, Epidemiologia Hospitalar e Economia e Custos em Saúde pela FGV – Fundação Getúlio Vargas
· Professor em Turmas de Pós-graduação na Faculdade Albert Einstein, Fundação Getúlio Vargas, FIA/USP, FUNDACE-FUNPEC/USP, Centro Universitário São Camilo, SENAC, CEEN/PUC-GO e Impacta
· Coordenador Adjunto do Curso de Pós-graduação em Administração Hospitalar da Fundação Unimed e do MBA de Gestão do Faturamento e Auditoria de Contas do HCx da Faculdade de Medicina da USP
Histórico Profissional
· Pesquisador Associado e Membro do Comitê Assessor do GVSaúde – Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da EAESP da Fundação Getúlio Vargas
· Membro Efetivo da Federação Brasileira de Administradores Hospitalares
· CIO do Hospital Sírio Libanês, Diretor Comercial e de Saúde Suplementar do InCor / Fundação Zerbini, Gestor da Saúde Suplementar da Fundação Faculdade de Medicina / Complexo HCFMUSP, e Superintendente da Furukawa
· Diretor no Conselho de Administração da ASSESPRO-SP – Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação
· Membro do Comitê Assessor do CATI (Congresso Anual de Tecnologia da Informação) do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Fundação Getúlio Vargas
· Associado NCMA – National Contract Management Association
· Associado SBIS – Sociedade Brasileira de Informática em Saúde
· Autor de 12 livros pela Editora Manole, Editora Atheneu / FGV e Edições Próprias
· Gerente de mais de 200 projetos em operadoras de planos de saúde, hospitais, clínicas, centros de diagnósticos, secretarias de saúde e empresas fornecedoras de produtos e serviços para a área da saúde e outros segmentos de mercado