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Ronaldo Fenômeno, Fisioterapia, Terapia ABA e TO – “Ondas da Saúde”

0462 – 05/04/2026

Ref.: Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde, e Geografia Econômica da Saúde no Brasil

“Efeito Ronaldo” alavancou a Fisio ... “efeito ABA” alavancou a Terapia Ocupacional

 

(*) todos os gráficos e ilustrações são partes integrantes do Estudo Geografia Econômica da Saúde no Brasil e do material didático do Programa Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde, e das consultorias da Escepti

Os “muito mais jovens” que estiverem lendo o texto podem não saber que existia uma época em que o Brasil foi o melhor país do mundo do futebol:

·         Que invariavelmente o melhor jogador do mundo era brasileiro;

·         E que assistir um jogo de futebol entre clubes brasileiros era muito mais “plástico” e emocionante do que assistir um jogo “mecânico de chuveirinhos da Premier” ou da “UEFA”;

·         Acreditem meus jovens ... não estou mentindo !

Tirando Pelé, que não se compara com nada, tivemos 6 jogadores eleitos melhores do mundo, inclusive “2 Ronaldos”:

·         Como o primeiro levou o apelido de fenômeno, porque decidia jogos sozinho, seria inadequado que chamassem o segundo que também decidia sozinho de fenômeno;

·         Então o segundo foi chamado de “bruxo”, porque realmente o que ele fazia ... e ainda faz em exibições e jogos comemorativos ... é mágico ... coisa de bruxo mesmo !

·         Ronaldo Gaúcho, Djalminha, Dener, Neymar, Denilson ... são algumas “crias” de alguns mágicos mais antigos como Pelé, Garrincha, Edu (Santos), Joãozinho (Cruzeiro) ... uma infinidade ... que não formamos mais em campos de terra ... pena !!!

E aconteceu um episódio com o “Ronaldo Fenômeno”, que chocou os admiradores do esporte, mas teve um “efeito colateral” inesperado:

·         Chocou porque ele se lesionou em uma cena icônica, em que dava aflição de ver como a perna dele ficou;

·         Mas o efeito colateral foi que a resiliência dele na recuperação ... e deu a volta por cima ... e foi campeão mundial depois disso ... a batalha dele levou de carona o nome de um fisioterapeuta (conhecido como Filé), que incentivou muitos jovens a ingressarem na carreira de fisioterapia.

Nesta época, a maioria dos jovens não sabia direito ... não tinham acesso ao que temos hoje na Internet ... para entender o que era realmente fisioterapia:

·         E escolheram “Fisio no vestibular da FUVESP” e de outras dezenas de bons cursos que existem pelo Brasil;

·         Alguns, é verdade, se decepcionaram com o que veio após o curso;

·         O mercado de trabalho é amplo, mas o mercado para “os Filés” não !

·         E fazer sessão de fisio respiratória em paciente na UTI é importante, é nobre, é recompensante ... mas não é acompanhar exercícios de um “all star”, se é que me entende !

De qualquer forma, o episódio Ronaldo Fenômeno contribuiu para alavancar a Fisioterapia no Brasil ... isso é inegável.

Quando olhamos o gráfico, vemos que nos últimos anos Fisioterapia vem expandindo muito bem na área da saúde:

·         Mas TO ... terapia ocupacional ... está expandindo muito acima da Fisio nos últimos anos;

·         Comparando a inclinação das curvas chega a ser impressionante o ritmo de crescimento de mercado de trabalho para TOs, com qualquer outra profissão assistencial no Brasil !!

 

 

Comparando o mercado geral de trabalho de Fisios e TOs:

·         Fisioterapia ainda é um mercado muito maior em volume de postos de trabalho;

·         Na média, temos mais de 8 postos de trabalho de fisioterapeutas para cada um de TO no Brasil;

·         Por mais que o crescimento de postos de trabalho de TOs se acentue, a relação ainda será desproporcional por muitos anos ...

·         ... mas é provável que a relação se inverta ... que no futuro tenhamos mais postos de trabalho de TO do que de Fisio.

 O Ronaldo Fenômeno da TO é a terapia ABA:

·         Quando a legislação veio, abriu um campo de trabalho gigante para TOs ... campo que não existia;

·         TO sempre esteve mais associado a reabilitação em ortopedia, medicina ocupacional em empresas, e transtornos mentais.

ABA veio para inserir TO em um ambiente de trabalho muito diferente:

·         Embora reabilitação, saúde ocupacional na medicina do trabalho e transtornos mentais sejam terapias de longa duração;

·         Nenhuma delas é “de tão longa duração” como ABA.

E ocorre prioritariamente com crianças:

·         Estabelece um vínculo entre o profissional de saúde e o paciente que acaba ficando na memória afetiva da criança por anos ... décadas !

·         Vincula tanto o paciente com o TO emocionalmente, como vice-versa;

·         E quando se estabelece ali uma “relação de confiança” o tratamento tem resultados muito melhores ... dá gosto de ver !

 

 

Todos os indicadores da geografia econômica das especialidades demonstram mercados de trabalho com características muito diferentes:

·         É só olhar os gráficos de calor de distribuição de profissionais por paciente;

·         Os de cima, da Fisio, os de baixo da TO !

Com algumas exceções, parece que estamos tratando de especialidades que não tem nada a ver uma com a outra não é verdade ?

Por isso chega a ser colocado em questão se uma mesma entidade de classe deve continuar representando ambas:

·         O campo de trabalho ... o interesse da fonte pagadora ... o interesse o paciente ... ficaram muito distantes entre uma e outra especialidade a cada dia que passa;

·         O Conselho é o mesmo;

·         Há alguns anos não se questionava isso ... agora o questionamento “já tem eco”.

 

 

Aparentemente, apesar da evolução, TO ainda é uma profissão que “não tem musculatura” para “patrocinar” um conselho específico:

·         Nem em quantidade de profissionais ...

·         ... nem em sub especializações.

·         Temos “oficialmente” 9 especializações dentro da Fisio, e nenhuma em TO ... se considerarmos Ortopista e Psicomotricista como especializações de TO, ainda seriam somente 3 ... mesmo assim, bem menor que Fisio.

Se o crescimento elevado do mercado para TOs em função de ABA continuará por muitos anos ainda, a ponto de “dar esta musculatura” necessária, só Deus sabe ! Mas os mortais acham que sim !!

 

 

São vários os indicadores que demonstram que a diferença do mercado de trabalho entre Fisio e TO é grande:

·         Olhando o quadro resumo dos vínculos de um e de outro fica bem evidente;

·         São raros os vínculos protagonistas de um que se repetem no outro !

Sob efeito de Ronaldos ou de ABAs, o mais importante é que vemos as especialidades se desenvolvendo, e não se retraindo ... vemos a evolução na medicina pública e privada ... vamos combinar: é um excelente efeito colateral !!

Que venham “outros tipos de Ronaldos e ABAs” para que outras especialidades da saúde se desenvolvam ... se não vai por bem ... que seja “à fórceps” !!!

Quem lida com gestão da saúde torce sempre para que o acesso aos recursos seja cada vez maior !!!!

Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde  para gestores da saúde privada e pública     www.cpgs.net.br

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Sobre o autor Enio Jorge Salu

CEO da Escepti Consultoria e Treinamento

Histórico Acadêmico

·  Formado em Tecnologia da Informação pela UNESP – Universidade do Estado de São Paulo

·  Pós-graduação em Administração de Serviços de Saúde pela USP – Universidade de São Paulo

·  Especializações em Administração Hospitalar, Epidemiologia Hospitalar e Economia e Custos em Saúde pela FGV – Fundação Getúlio Vargas

·  Professor em Turmas de Pós-graduação na Faculdade Albert Einstein, Fundação Getúlio Vargas, FIA/USP, FUNDACE-FUNPEC/USP, Centro Universitário São Camilo, SENAC, CEEN/PUC-GO e Impacta

·  Coordenador Adjunto do Curso de Pós-graduação em Administração Hospitalar da Fundação Unimed e do MBA de Gestão do Faturamento e Auditoria de Contas do HCx da Faculdade de Medicina da USP

Histórico Profissional

·  Pesquisador Associado e Membro do Comitê Assessor do GVSaúde – Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da EAESP da Fundação Getúlio Vargas

·  Membro Efetivo da Federação Brasileira de Administradores Hospitalares

·  CIO do Hospital Sírio Libanês, Diretor Comercial e de Saúde Suplementar do InCor / Fundação Zerbini, Gestor da Saúde Suplementar da Fundação Faculdade de Medicina / Complexo HCFMUSP, e Superintendente da Furukawa

·  Diretor no Conselho de Administração da ASSESPRO-SP – Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação

·  Membro do Comitê Assessor do CATI (Congresso Anual de Tecnologia da Informação) do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Fundação Getúlio Vargas

·  Associado NCMA – National Contract Management Association

·  Associado SBIS – Sociedade Brasileira de Informática em Saúde

·  Autor de 12 livros pela Editora Manole, Editora Atheneu / FGV e Edições Próprias

·  Gerente de mais de 200 projetos em operadoras de planos de saúde, hospitais, clínicas, centros de diagnósticos, secretarias de saúde e empresas fornecedoras de produtos e serviços para a área da saúde e outros segmentos de mercado