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Parece que é proibido contratar Educador Físico celetista na saúde

0464 – 20/04/2026

Ref.: Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde, e Geografia Econômica da Saúde no Brasil

“Evolução da civilização” sedentariza e adoece pessoas ... exercício físico é o melhor remédio

 

(*) todos os gráficos e ilustrações são partes integrantes do Estudo Geografia Econômica da Saúde no Brasil e do material didático do Programa Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde, e das consultorias da Escepti

A figura mescla:

·         Algumas fotos ... fotos reais ... nada de IA ... da Praia de Santos, em um dia de semana ... nada de feriado ... “dia de trabalho” ... que ninguém me enviou ... eu mesmo tirei !

·         Com um quadro que resume a quantidade de postos de trabalho de educadores físicos vinculados aos estabelecimentos de saúde do CNES.

São apenas 17.549 postos de trabalho de educadores físicos nesses estabelecimentos de saúde no Brasil:

·         Vamos lembrar que existem 5.570 municípios no Brasil;

·         Uma média de pouco mais de 3 profissionais de educação física por município, vinculados a estabelecimentos de saúde;

·         Ou seja, uma quantidade irrisória, que demonstra quanto devemos melhorar nas ações de prevenção à saúde no Brasil, não é verdade ?

As fotos ... para quem conhece Santos ... são de quando tenho a oportunidade de estar em Santos e posso “dar uma corridinha” todos os dias de manhã enquanto o dia ainda está clareando:

·         Aquelas pessoas da foto também ... na verdade, comparado com eles, fico até com vergonha de dizer que corro ... a maioria dessas pessoas “andando rápido” desenvolvem mais velocidade do que eu correndo, se é que me entende !

·         Em cada Canal de Santos, neste horário em que o Sol “ainda nem está plenamente iluminando”, costuma ter “uma barraquinha” de cada lado do canal de uma academia de ginástica, com educadores físicos que estão lá para treinar grupos que variam entre 20, 30, 40 ... pessoas;

·         Pessoas que vão neste horário fazer exercício, antes de irem “tomar banho e se arrumarem” para ir trabalhar.

Todo dia que Deus me dá a oportunidade de ver aquelas pessoas ... de ver os educadores físicos atuando profissionalmente com amadores, não com profissionais do esporte ...

·         ... sempre penso que o que estou vendo são pessoas que têm menos problemas de saúde ...

·         ... que terão menos problemas de saúde ...

·         ... e os que terão problemas de saúde estarão menos agravados por uma boa condição física que o exercício lhes proporciona.

Pessoas que acabam reduzindo demanda por financiamento da saúde !

Eu mesmo, quando consigo passar mais períodos por lá ... e consigo ir de uma ponta a outra da praia correndo “mais rápido que uma tartaruga” ... emagreço, e “não fico de segunda época” nos exames que faço periodicamente ... sinto meu corpo agradecer ... agradeço a oportunidade, e tenho muita inveja dos que sempre fizeram ... sempre fazem ... e sempre vão fazer exercícios ... especialmente “ao ar livre” !

Os educadores físicos que estão na foto talvez estejam pensando somente “no seu ganha pão” e na saúde dessas pessoas hoje:

·         Nem consideram que estas pessoas que persistirem na atividade física vão adoecer menos no futuro;

·         Vão custar menos para o SUS !

·         Vão pesar menos na gestão da sinistralidade dos seus planos de saúde !!

·         Vão gastar menos dinheiro do próprio bolso com remédios e tratamentos !!!

·         E isso vai acontecer por muito tempo para eles, porque além de terem uma qualidade de vida melhor ... vão viver mais ... para terem a oportunidade de conhecerem seus bisnetos !

 

 

Temos muitos profissionais da educação física no Brasil:

·         Não conseguimos contabilizar adequadamente;

·         Só conseguimos com alguma segurança tabular estes que estão vinculados aos estabelecimentos de saúde, que são poucos;

·         Não conseguimos ter visibilidade dos que atuam em clubes, em empresas que não são da área da saúde, autônomos “personals e similares”, na área de turismo (hotéis, navios, eventos ...), escolas ...

Mas, se “estes muitos” ainda são poucos no geral:

·         Quando olhamos a quantidade que temos vinculados aos estabelecimentos do SUS ... é uma quantidade insignificante, em relação a demanda;

·         E ... pior ... quando observamos o tipo de vínculo deles, como demonstra o gráfico, percebemos que a maioria absoluta se refere a vínculos provisórios ... temporários ...

·         ... quase inexistem “celetistas” !

 

 

Alguém pode dizer:

·         Não existem celetistas no SUS porque este sistema de financiamento prioriza vínculos da administração pública !

·         Mas se observamos o mesmo gráfico com o que ocorre na saúde suplementar, vemos que celetistas continuam sendo minoria “no mundo privado da saúde” !!

·         Então a questão não é “de ambiente trabalhista público” ... na área privada “celetismo” é a regra e não a exceção.

Celetismo é a regra e não a exceção para a maioria absoluta das profissões na área privada ... mas educação física, na área da saúde, infelizmente é exceção.

Isso ocorre basicamente porque no Brasil educação física sempre está majoritariamente associada a prática esportiva:

·         E, pior, atividade esportiva “pra brasileiro” é futebol;

·         Existe hoje um grande movimento de engajamento de mulheres no esporte priorizando o futebol. Pressão para que as jogadoras de futebol ganhem o mesmo que os homens ... isso é muito bom ! ... mas e nos outros esportes ? ... por que não se fala do assunto ?

Mesmo no futebol, exceto em grandes clubes ... que são a minoria da minoria da minoria das instituições que empregam profissionais especializados ... não emprega a quantidade adequada de profissionais da educação física.

Na área da saúde, infelizmente, Educação física não está claramente na agenda da prevenção no Brasil:

·         Os vínculos que observamos são de profissionais que são “empregados” em reabilitação e “alguma coisa” em transtornos mentais;

·         Cumprem um papel importantíssimo nestas especialidades, é bom que se diga;

·         Mas poderiam auxiliar muito mais a saúde ... pública e privada ... especialmente a pública ... se os programas de prevenção, além de sugerirem ... recomendarem ... atividades físicas, dessem suporte minimamente adequado para isso.

É comum ver programas na TV entrevistando médicos que “rezam” que a população deve fazer atividade física, e que antes de iniciar devem procurar um médico e ter orientação de um profissional:

·         Acesso ao médico para fazer alguns exames para ver se têm problemas que impeçam de fazer atividade física até conseguem ... com dificuldade no SUS, “vamos combinar” ! ... mas conseguem;

·         Mas acesso a profissionais da educação física para suporte adequado na atividade física, vamos combinar também que é muito difícil;

·         A maioria que faz isso paga a academia com “dinheiro do próprio bolso” não é verdade ?

Daquelas pessoas que fazem exercício em Santos, não é a maioria que tem recurso financeiro para pagar uma academia ... um personal ... a maioria faz exercício sem suporte:

·         Vai ali na beira da praia e caminha ... ou corre ... ou “bate uma bola” ...

·         Bem ... melhor fazer sem suporte do que não fazer, é verdade !

·         Mas se tivessem acesso a suporte gratuito e adequado, teriam uma contrapartida muito melhor para o esforço e o empenho de tempo que empregam !

 

 

Quando olhamos, a já baixa, distribuição por unidade federativa ...

·         ... por “população dependente SUS” em relação aos que estão vinculados ao SUS ...

·         ... por beneficiário de plano de saúde em relação aos que estão vinculados à saúde suplementar ...

·         ... per capita em relação ao geral,

·         A discrepância ... o desequilíbrio ... é enorme !

Tem onde o SUS está “mais equipado” que a saúde suplementar, e vice-versa:

·         Demonstrando que não é questão de UF mais rica ou mais pobre;

·         É mera questão de planejamento de saúde populacional, e de entendimento que investir na melhoria da qualidade de vida está diretamente relacionado a redução de custo com a saúde;

·         Se as políticas governamentais fossem mais adequadas, se entenderia que gasto com educação física para a população não é custo ... é investimento ... vai reduzir o custo da saúde nos médio e longo prazos;

·         Se não quiser pensar em melhorar a vida das pessoas, poderiam pelo menos pensar em economia de recursos públicos ... é uma questão matemática: se temos uma população melhor fisicamente gastamos menos com tratamentos de saúde com para ela ... tão simples quanto isso !

Minha profissão me deu a chance de conhecer, nada menos que, 246 cidades brasileiras ... “por enquanto”, diga-se de passagem !

·         Raras as que conheci onde a atividade física regular está presente em uma parcela importante da população, como ocorre em Santos, e com programas de incentivo que fazem parte da rotina da gestão pública;

·         Santos que já ganhou prêmio de ser a cidade mais esportiva do Brasil e expõe isso com orgulho em um monumento na calçada do canal em que as pessoas vão observar navios passando ao final do dia;

·         Infelizmente um exemplo não seguido.

Não conheço outra cidade onde a prefeitura tenha tanta diversidade de atividades para a população ... várias opções ... durante todo o ano ... para todas as faixas etárias ... e para portadores de necessidades especiais, o que é “ainda mais fantástico” !

Que bom seria se fosse diferente:

·         Se tivéssemos mais municípios que desenvolvessem programas para a população que valorizem o profissional de educação física para atividades da rotina da população, e não somente como profissionais do esporte !

·         Não desmerecendo profissionais de educação física que atuam em esporte ...

·         ... nada contra, muito pelo contrário, admiro e é claro que deve ser reconhecida a importância da atividade para o desenvolvimento do esporte ... não colocando isso em questão;

·         Esta atividade, além “dos troféus”, dá rumo para parte da população, especialmente jovens, para não se perderem em “caminhos errados da vida”.

A questão é que seria muito mais útil para a sociedade se educação física fosse mais valorizada não para ganhar pontos em campeonatos ou medalhas em competições, mas para melhorar a qualidade de vida das pessoas em geral !

Afinal, a vida é mais valiosa do que uma medalha ... ou não é ?

Fica a torcida para que os postos de trabalho de educadores físicos na área da saúde, tanto no SUS como na saúde suplementar:

·         Sejam mais volumosos do que são atualmente;

·         E que sejam mais duradouros ... e os vínculos celetistas são indicadores disso !

Hoje, com os números que temos, dá a impressão até que existe alguma lei que dificulta contratar educadores físicos com carteira assinada, não é verdade ?

Os governantes precisam acordar: qualidade de vida não é luxo ... é saúde !!

Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde  para gestores da saúde privada e pública     www.cpgs.net.br

Conteúdo especializado para gestores da área da saúde privada e pública  www.noticia.net.br

Geografia Econômica da Saúde no Brasil, e seminários temáticos  www.gesb.net.br

Consultoria especializada para hospitais e operadoras de planos de saúde  contato@escepti.com.br

 

Sobre o autor Enio Jorge Salu

CEO da Escepti Consultoria e Treinamento

Histórico Acadêmico

·  Formado em Tecnologia da Informação pela UNESP – Universidade do Estado de São Paulo

·  Pós-graduação em Administração de Serviços de Saúde pela USP – Universidade de São Paulo

·  Especializações em Administração Hospitalar, Epidemiologia Hospitalar e Economia e Custos em Saúde pela FGV – Fundação Getúlio Vargas

·  Professor em Turmas de Pós-graduação na Faculdade Albert Einstein, Fundação Getúlio Vargas, FIA/USP, FUNDACE-FUNPEC/USP, Centro Universitário São Camilo, SENAC, CEEN/PUC-GO e Impacta

·  Coordenador Adjunto do Curso de Pós-graduação em Administração Hospitalar da Fundação Unimed e do MBA de Gestão do Faturamento e Auditoria de Contas do HCx da Faculdade de Medicina da USP

Histórico Profissional

·  Pesquisador Associado e Membro do Comitê Assessor do GVSaúde – Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da EAESP da Fundação Getúlio Vargas

·  Membro Efetivo da Federação Brasileira de Administradores Hospitalares

·  CIO do Hospital Sírio Libanês, Diretor Comercial e de Saúde Suplementar do InCor / Fundação Zerbini, Gestor da Saúde Suplementar da Fundação Faculdade de Medicina / Complexo HCFMUSP, e Superintendente da Furukawa

·  Diretor no Conselho de Administração da ASSESPRO-SP – Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação

·  Membro do Comitê Assessor do CATI (Congresso Anual de Tecnologia da Informação) do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Fundação Getúlio Vargas

·  Associado NCMA – National Contract Management Association

·  Associado SBIS – Sociedade Brasileira de Informática em Saúde

·  Autor de 12 livros pela Editora Manole, Editora Atheneu / FGV e Edições Próprias

·  Gerente de mais de 200 projetos em operadoras de planos de saúde, hospitais, clínicas, centros de diagnósticos, secretarias de saúde e empresas fornecedoras de produtos e serviços para a área da saúde e outros segmentos de mercado