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Curso Gratuito - Gestão de FPOs, Faturamento e Auditoria SUS

0467 – 29/04/2026

Ref.: Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde, e Geografia Econômica da Saúde no Brasil

Importância da Gestão das Receitas nos Hospitais Públicos para aumentar o acesso da população ao SUS

 

(*) todos os gráficos e ilustrações são partes integrantes do Estudo Geografia Econômica da Saúde no Brasil e do material didático do Programa Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde, e das consultorias da Escepti

No próximo dia 18 de maio tem um curso gratuito sobre gestão de faturamento SUS.

É destinado exclusivamente para funcionários das áreas de faturamento, auditoria de contas e gestão de FPOs de hospitais públicos da administração direta – u uma iniciativa de colaboração para melhoria da gestão de hospitais públicos da administração direta.

O gráfico exemplifica um projeto de 2019 ... o tempo passa rápido !

·         Este foi patrocinado por uma das maiores Farmacêuticas do mercado;

·         O foco eram os CACON’s e UNACON’s, que são unidades hospitalares credenciadas pelo SUS, especializadas em tratamentos integrais em oncologia;

·         Demonstra a evolução do ticket médio das contas de oncologia antes e após o programa de capacitação;

·         Compara o ticket médio das contas de mais ou menos metade dos hospitais que participaram do programa, em relação ao ticket médio de todas as contas ... tomando como base os procedimentos que foram foco do treinamento;

·         No início o TM nas cidades em que o treinamento foi dado era menor que a média nacional ... para depois ficou maior ... o programa foi um sucesso !

 

 

É interessante citar, para quem não tem intimidade no assunto, o interesse que a farmacêutica teve no projeto ... porque ela financiou:

Ela fabrica medicamentos oncológicos;

·         O tratamento de oncologia clínica no SUS gera 2 tipos de contas: A APAC que remunera o medicamento ... e a  BPA ou a AIH que remunera o procedimento;

·         O SUS se baseia na média histórica da remessa dessas contas para definir o orçamento.

Se as contas dos atendimentos não são feitas e/ou têm valor inferior a produção real:

·         Menor o valor da série histórica que o SUS vai considerar;

·         Menor o valor da série histórica ... menor o orçamento ... o repasse ... que o SUS faz aos serviços de saúde;

·         Menor o repasse referente aos procedimentos ... menor o volume de compras, ou seja, menor as vendas da Farmacêutica;

·         Portanto, melhorando o faturamento desses hospitais, melhor para os cofres da Farmacêutica !

·         E ... o mais importante  ... o que motiva a gente a participar nesse processo ... maior o acesso da população aos tratamentos !!!!!

"Não sei e não quero saber" quanto ou o aumento do faturamento da farmacêutica:

·         Sei que com os hospitais faturando mais, passaram a ter mais dinheiro para atender os pacientes ... e me sinto privilegiado em ter participado do projeto por isso !!!!

·         Se para aumentar o acesso da população à saúde é necessário aumentar o faturamento da Farmacêutica ... que assim seja !

·         Pior ... muito pior ... seria a Farmacêutica não existir e a população não ter tratamento oncológico, não é verdade ?

 

 

Para entender, não basta dar um curso de faturamento e auditoria para que o cenário melhore:

·         Faturar e auditar são ações "cara X crachá" ... ou seja, servem para aferir a compatibilidade do prontuário com a conta ... da produção com a FPO;

·         Isso é importante ... muito importante ... muito muito muito importante ... mas tem foco apenas no erro, desperdício e fraude, se é que me entende !

A melhoria do ciclo da receita e do ciclo de custos do hospital está mais fortemente relacionada fora desse contexto:

·         O que deixa de ser faturado e nem aparece na frente de quem está com a missão de achar erro na conta;

·         O que é produzido mas não está contratualizado ... não está na FPO;

·         O que é produzido "a força" porque a regulação está enviando casos que não estão contratualizados ... é feito, fica na crítica como glosa procedente e o hospital não tem culpa de terem encaminhado pacientes inadequadamente para ele

·         O que está sendo faturado e auditado considerado correto, mas poderia ser cobrado de forma diferente aproveitando melhor o que as regras permitem;

·         O que não deveria estar contratualizado e/ou os ajustes que deveriam ser feitos na contratualização para melhorar a margem de contribuição dos procedimentos contratualizados.

 

 

A tabela SIGTAP não é dominada como deveria pela maioria ... da maioria ... da maioria dos futuristas, auditores de contas, e gestores orçamentários dos hospitais:

·         Não é comum terem tido treinamento formal sobre a estrutura, parâmetros, compatibilidades (a tabela tem muitas relações de compatibilidades) ...

·         O comum e o profissional ter aprendido com o antecessor ... aprendido apenas o que o antecessor sabia ... não sabendo maximizar a receita ... não tendo discernimento para cruzar a receita com o custo, e com os indicadores médios do SUS.

Ministrei um treinamento para mais de 200 gestores de faturamento da SES-SP há alguns anos:

·         Aplicamos um questionário que, entre outras coisas, inqueria sobre quando havia sido o último treinamento de tabela SIGTAP que tiveram;

·         Mais de 90 % declararam que nunca tinham tido um único treinamento !!!!!!!

Neste cenário, o hospital não fica nas mãos dos gestores ... fica nas mãos de Deus !

 

 

Uma das certezas que tive ao abandonar a carreira de executivo em empresas e abrir a minha consultoria foi a de que eles necessitam de apoio externo no controle do ciclo de receitas e custos:

·         Todos “deixam muito dinheiro debaixo do tapete”;

·         E necessitam de consultorias e programas de capacitação para seus gestores.

Entre todos os tipos de hospitais os que menos têm chance de desenvolver programas de capacitação para melhorar o cenário são os públicos da administração direta:

·         Eles têm que licitar ... e na licitação ... muitas e muitas e muitas vezes ... ganha empresa que não têm excelência neste tema ... ganha empresa que tem excelência em ganhar licitações, se é que me entende !

·         Eles são muito sensíveis as mudanças políticas ... o grupo gestor até inicia um programa, e quando ele começa a criar corpo o grupo político perde a eleição e o novo grupo interrompe e começa outro com outro foco, outra equipe ... afasta os gestores antigos que eram da "turma da zona leste" e promove outros para o lugar "que são da zona oeste", se é que me entende também !

·         E mais “um monte de características” que dificulta muito “a vida” do gestor do hospital, e que transformam os processos de gestão da FPO, do faturamento e da Auditoria em uma "tempestade perfeita".

Não é fácil ser gestor de hospital público da administração direta ... acredite em que tem “muitos anos de janela” ... no segmento da saúde é a posição que exige uma combinação de técnica e habilidade política de rara existência em outros cenários da administração hospitalar ... não duvide jamais disso pensando que aquele pessoa que está se relacionando com você não tem competência ou que é 100 % corrupta ... “engessado da cabeça aos pés ele tem uma maratona diária para correr” ... acredite mais nisso do que possa parecer !!!

 

 

No dia 22 de maio agora, terei a honra de palestrar na Hospitalar, no stand do HCX da Faculdade de Medicina da USP, a convite da Profa. Gisleine Cristina Eimantas ... a quem sempre agradeço a oportunidade ... para falar um pouco sobre gestão do faturamento e da auditoria de contas hospitalares, não somente do SUS, mas também da saúde suplementar, que inclusive estou tendo a honra de desenvolver um MBA no HCX. É um grande privilégio poder palestrar e desenvolver um MBA para uma instituição de ilibada reputação ... nem sei se mereço tamanha honra ! Talvez consiga passar, em tão pouco tempo de palestra para quem estiver lá, a diferença entre gestão do faturamento e faturamento e a diferença entre gestão da auditoria e auditoria, que são coisas diferentes. O MBA que está sendo “encubado” é de gestão do faturamento e da auditoria, não é de faturamento e auditoria. Mais ou menos o contexto do que foi explorado neste texto aqui !!!

Então, já a alguns anos, para auxiliar o SUS, faço questão de retribuir a chance de ter construído a carreira na gestão da saúde ... da saúde privada inicialmente e pública depois ... anualmente dou alguns cursos gratuitos ... este, por exemplo, é para gestores que atuam em hospitais da administração direta.

Se tiver interesse ... ou conhecer alguém que tenha ... as informações para inscrições estão na página  www.cpgs.net.br:

·         Entrando na página principal tem um link para acessar a agenda de cursos gratuitos do Programa JGS;

·         E na página que abre em seguida as instruções para inscrições;

·         Não é necessário login ou senha ... não utilizamos cookies ou coisas do tipo;

·         E nas próprias páginas existe o alerta que não reconheço ... não reconhecemos ... qualquer tipo de intermediário para realizar inscrições, e a participação nesta turma é 100 % gratuita ... qualquer coisa diferente disso acredite: é golpe !!!

Apenas alerto para o fato que as inscrições para esta turma serão concedidas apenas para profissionais que atuam em hospitais da administração direta, nem vale a pena enviar solicitação se não for o caso !

Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde  para gestores da saúde privada e pública     www.cpgs.net.br

Conteúdo especializado para gestores da área da saúde privada e pública  www.noticia.net.br

Geografia Econômica da Saúde no Brasil, e seminários temáticos  www.gesb.net.br

Consultoria especializada para hospitais e operadoras de planos de saúde  contato@escepti.com.br

 

Sobre o autor Enio Jorge Salu

CEO da Escepti Consultoria e Treinamento

Histórico Acadêmico

·  Formado em Tecnologia da Informação pela UNESP – Universidade do Estado de São Paulo

·  Pós-graduação em Administração de Serviços de Saúde pela USP – Universidade de São Paulo

·  Especializações em Administração Hospitalar, Epidemiologia Hospitalar e Economia e Custos em Saúde pela FGV – Fundação Getúlio Vargas

·  Professor em Turmas de Pós-graduação na Faculdade Albert Einstein, Fundação Getúlio Vargas, FIA/USP, FUNDACE-FUNPEC/USP, Centro Universitário São Camilo, SENAC, CEEN/PUC-GO e Impacta

·  Coordenador Adjunto do Curso de Pós-graduação em Administração Hospitalar da Fundação Unimed e do MBA de Gestão do Faturamento e Auditoria de Contas do HCx da Faculdade de Medicina da USP

Histórico Profissional

·  Pesquisador Associado e Membro do Comitê Assessor do GVSaúde – Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da EAESP da Fundação Getúlio Vargas

·  Membro Efetivo da Federação Brasileira de Administradores Hospitalares

·  CIO do Hospital Sírio Libanês, Diretor Comercial e de Saúde Suplementar do InCor / Fundação Zerbini, Gestor da Saúde Suplementar da Fundação Faculdade de Medicina / Complexo HCFMUSP, e Superintendente da Furukawa

·  Diretor no Conselho de Administração da ASSESPRO-SP – Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação

·  Membro do Comitê Assessor do CATI (Congresso Anual de Tecnologia da Informação) do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Fundação Getúlio Vargas

·  Associado NCMA – National Contract Management Association

·  Associado SBIS – Sociedade Brasileira de Informática em Saúde

·  Autor de 12 livros pela Editora Manole, Editora Atheneu / FGV e Edições Próprias

·  Gerente de mais de 200 projetos em operadoras de planos de saúde, hospitais, clínicas, centros de diagnósticos, secretarias de saúde e empresas fornecedoras de produtos e serviços para a área da saúde e outros segmentos de mercado