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Mais de 1,7 milhões de postos de trabalho em 66 especialidades médicas

0478 – 18/06/2026

Ref.: Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde, e Geografia Econômica da Saúde no Brasil

Parece muito, mas ainda é pouco para a demanda que a saúde pública e a saúde privada demandam

 

(*) todos os gráficos e ilustrações são partes integrantes do Estudo Geografia Econômica da Saúde no Brasil e do material didático do Programa Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde, e das consultorias da Escepti

Quem atua na área de credenciamento de operadoras ... na área comercial de hospitais ... na área de gestão do corpo clínico de serviços de saúde ... de relacionamento médico das operadoras ...

... todos têm um problema em comum: conseguir médicos para as demandas que têm.

Olha ... já é difícil ... muito difícil ... conseguir compor um corpo clínico, uma carteira de médicos credenciados ...

·         Já é difícil conseguir “contratualizar” com um grupo de médicos para as necessidades de rotina;

·         Quando a gente atua na área comercial e necessita para exceções ... excepcionalidades, NIPs, liminares, intercorrências ...

·         ... é muito mais difícil !

Quando um caso tem características específicas:

·         Alguma condição pré-existente do paciente que não tem a ver com o procedimento principal ...

·         ... quando o paciente “é o cliente” e coloca algumas exigências de hotelaria, localização de realização, preferências ...

·         ... quando o plano de saúde restringe quem, onde e quando e o beneficiário não aceita ...

·         ... quando o caso abrange alguma condição de inovação, doença rara, escassez de profissionais especializados para casos muito específicos ...

·         ... nestas condições então ... é extremamente difícil.

Mesmo olhando esta lista .... e que lista ! ... de postos de trabalho existentes de 66 especialidades médicas pelo Brasil, acredite: é pouco ... é muito muito pouco ainda !!

E olha, ,nem estamos aqui fazendo “juízo de valor” sobre a competência, qualidade, receptividade, eficiência ... ou outras qualificações dos profissionais:

·         Não estamos aqui falando sobre oferta de bons profissionais ...

·         ... estamos falando apenas sobre disponibilidade de profissionais !!

Graças a Deus temos uma das “melhores medicinas” do mundo:

·         Medicina reconhecida no mundo todo ... médicos reconhecidos no mundo todo !

·         Temos uma das melhores relações de médico por habitante do mundo !!

·         Mas quem “milita nas áreas” que se relacionam com os médicos sabe o quanto é insuficiente ainda !!

 

 

 

A evolução dos postos de trabalho de médicos é evidenciada em todos os indicadores da geografia econômica da saúde:

·         Sejam os clínicos, cirúrgicos ou de diagnóstico;

·         É um crescimento “orgânico”, que sinaliza tendência de crescimento;

·         E, exceto no caso dos cirúrgicos, mais evidenciada no SUS do que na saúde suplementar !

Com as recentes “vigilâncias” nos cursos de formação de médicos, que reduzem a inserção de novos profissionais no mercado ...

·         ... coisa mais do que necessária, é bom que se diga, porque precisamos de médicos e não de “influenciadores digitais sem formação ou com formação sofrível” para podermos dar atenção à saúde adequada para a população ...

·         ... com esta restrição, a tendência é manter a carência ainda por uns longos anos.

 

 

A tabela demonstra que médico se adapta a qualquer tipo de vínculo com instituições, e não é de hoje:

·         Temos grandes volumes de celetistas, empreendedores, autônomos ... aparentemente o tipo de vínculo não costuma ser problema para o médico atuar, seja na saúde pública, seja na privada;

·         Médico, aliás, é “figura” que costuma ocupar vários postos de trabalho simultaneamente, com vínculos diferentes, não é verdade ?

·         Pode ser concursado no SUS, e ao mesmo tempo celetista na saúde suplementar, e ao mesmo tempo autônomo tanto na saúde suplementar como no SUS !

Em muitos dos projetos de consultoria que tive e tenho a oportunidade de atuar, definir o relacionamento com o médico é sempre condição básica para desenvolver modelos de negócios para operadoras, hospitais ... para desenvolver modelos de remuneração ... a base do negócio saúde é o vínculo com o médico, sempre !

É importante citar, quando vemos este quadro, que os postos de trabalho aqui citados são os que vinculam os médicos aos serviços de saúde do CNES:

·         Não representam todos os postos de trabalhos de médicos no Brasil, cujo número é ainda maior;

·         Temos médicos que trabalham em diversos tipos de empresas que nem têm ambulatório ... exercendo funções que não são necessariamente a de atender pacientes ... em atividades de planejamento, organização, auditoria, consultoria e uma série de outras;

·         Quantos postos de trabalho existem como estes ? ... impossível estimar ... porque boa parte das vezes o seu “cargo oficial” não tem nem mesmo a palavra “médico” na descrição !

Para se ter uma noção do quanto este quadro é modesto em número de postos de trabalho reais:

·         O Sistema Unimed tem cerca de 120 mil médicos cooperados (posso estar errado ... não tenho certeza do número);

·         Este vínculo de cooperado da cooperativa e não de serviço de saúde não aparece na tabela acima;

·         A tabela cita algo em torno de 17 mil cooperados vinculados aos estabelecimentos de saúde ...

·         ... e nós estamos citando 120 mil médicos cooperados das cooperativas;

·         Grande diferença, não é ?

Ser um cooperado dá a oportunidade de atuarem como médicos na operadora, nos recursos próprios da operadora, na rede credenciada da operadora ... ou seja, figuram no CNES e postos de trabalho com outras formas de vínculos !

 

 

Então, dizermos que temos quase 1 milhão e 800 mil postos de trabalho médicos é uma estimativa bem menor do que existe realmente de posto de trabalho médico no Brasil.

Ao avaliar a distribuição por UF, a triste constatação:

·         A proporção “médico x paciente” varia pelo menos 5 vezes entre a UF que tem a menor oferta de médicos e a maior;

·         Tanto no SUS, como na saúde suplementar.

Significa dizer que o acesso da população aos médicos é 5 vezes pior do que a que chamamos de insuficiente onde a demanda é maior ... por isso precisamos de mais médicos ... e em todo o Brasil ... e muito mais em algumas UFs do que em outras !

Estes gráficos de calor desenham como a qualidade do SUS é diferente dependendo da geografia econômica de cada região:

·         Não adianta inaugurar leitos se não tiver médico para definir a conduta de internação !

·         Não adianta comprar um tomógrafo se não tiver médico para pedir o exame, analisar o resultado e definir e/ou fazer o que deve ser feito depois.

Podemos comemorar que, com toda a politização da medicina no Brasil nos últimos anos ... com toda a incursão de charlatães digitais atrapalhando a atenção à saúde ... com o avanço da IA ... com tudo jogando contra ... evoluímos na disponibilização de acesso da população aos médicos chegando a “impressionantes” 2 milhões de postos de trabalho no mínimo.

Mas jamais “baixar aguarda” ... precisamos de mais médicos.

Quanto mais o tempo passa ... quanto mais velhos ficamos ... mais ainda !

Necessitando de assessoria para relacionamento com médicos no credenciamento para operadoras de planos de saúde ou para o SUS, ou para o corpo clínico de hospitais, consulte   www.escepti.com.br/Ass/RUN

Necessitando informações ou estudos macroeconômicos que incluem inclusive dados demográficos sobre profissões na saúde, consulte a página Geografia Econômica da Saúde no Brasil     www.gesb.net.br  

, ou     contato@escepti.com.br

 

Sobre o autor Enio Jorge Salu

CEO da Escepti Consultoria e Treinamento

Histórico Acadêmico

·  Formado em Tecnologia da Informação pela UNESP – Universidade do Estado de São Paulo

·  Pós-graduação em Administração de Serviços de Saúde pela USP – Universidade de São Paulo

·  Especializações em Administração Hospitalar, Epidemiologia Hospitalar e Economia e Custos em Saúde pela FGV – Fundação Getúlio Vargas

·  Professor em Turmas de Pós-graduação na Faculdade Albert Einstein, Fundação Getúlio Vargas, FIA/USP, FUNDACE-FUNPEC/USP, Centro Universitário São Camilo, SENAC, CEEN/PUC-GO e Impacta

·  Coordenador Adjunto do Curso de Pós-graduação em Administração Hospitalar da Fundação Unimed e do MBA de Gestão do Faturamento e Auditoria de Contas do HCx da Faculdade de Medicina da USP

Histórico Profissional

·  Pesquisador Associado e Membro do Comitê Assessor do GVSaúde – Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da EAESP da Fundação Getúlio Vargas

·  Membro Efetivo da Federação Brasileira de Administradores Hospitalares

·  CIO do Hospital Sírio Libanês, Diretor Comercial e de Saúde Suplementar do InCor / Fundação Zerbini, Gestor da Saúde Suplementar da Fundação Faculdade de Medicina / Complexo HCFMUSP, e Superintendente da Furukawa

·  Diretor no Conselho de Administração da ASSESPRO-SP – Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação

·  Membro do Comitê Assessor do CATI (Congresso Anual de Tecnologia da Informação) do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Fundação Getúlio Vargas

·  Associado NCMA – National Contract Management Association

·  Associado SBIS – Sociedade Brasileira de Informática em Saúde

·  Autor de 12 livros pela Editora Manole, Editora Atheneu / FGV e Edições Próprias

·  Gerente de mais de 200 projetos em operadoras de planos de saúde, hospitais, clínicas, centros de diagnósticos, secretarias de saúde e empresas fornecedoras de produtos e serviços para a área da saúde e outros segmentos de mercado