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A tecnologia que define a qualidade do diagnóstico

0487 – 03/08/2026

Ref.: Consultoria Especializada, Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde, e Geografia Econômica da Saúde no Brasil

Expansão da oferta de equipamentos para diagnóstico é para comemorar, mas não podemos “baixar a guarda”

 

(*) todos os gráficos e ilustrações são partes integrantes do Estudo Geografia Econômica da Saúde no Brasil e do material didático do Programa Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde, e das consultorias da Escepti

A tabela demonstra que, considerando apenas equipamentos de diagnóstico por métodos gráficos e de diagnóstico por imagem não especializados, temos quase 210 mil no Brasil em Uso:

·         Dos equipamentos por métodos gráficos, quase 75 % deles são utilizados também no SUS;

·         Dos equipamentos de diagnóstico por imagem não especializados, quase 67 % deles são utilizados também no SUS.

Temos ainda outros tipos de equipamentos de diagnóstico que não estão aqui, e que vale deixar para comentar em outros textos porque também se aplicam para tratamentos especializados:

·         Desses que não estão aqui, alguns de métodos gráficos, alguns de imagem, outros de outras técnicas físicas;

·         São utilizados de forma especializada na odontologia, oftalmologia, otorrinolaringologia ...

·         Ou seja, se consideramos quase 210 mil equipamentos um número elevado, não podemos deixar de entender que o número total é maior que esse.

É para comemorar mas ... e tudo sempre tem um “mas” ... precisamos de mais equipamentos !

E somos um País que tem condições para ter mais ... podemos ainda incrementar este “mercado” de diagnósticos, e melhorar a qualidade de vida e a saúde da população.

Quando nos deparamos:

·         Com filas no SUS para realização de exames;

·         Com barreiras de autorização para exames na saúde suplementar por parte das operadoras em função do custo que é um componente importante na gestão da sinistralidade ...

·         ... entendemos que quanto mais equipamentos existirem, maior a oferta, menor o preço, maior o acesso da população !

É uma equação bem simples, não é verdade ?

 

 

O gráfico ilustra 2 características presentes no cenário de equipamentos de diagnóstico ... aqui nesta ilustração, estão apenas os equipamentos de métodos gráficos:

·         Em 8 anos o volume quase dobrou de tamanho ... para uma população que cresceu infinitamente menos que isso !

·         Mas a quantidade “per capita”, ou seja, a proporção de equipamentos a disposição para a população, tem enorme variação dependendo da Unidade Federativa;

·         Da UF com menor oferta para a de maior oferta, uma diferença de 3,5 vezes.

Isso significa que se existe fila, ou dificuldade para realização de exames pela oferta existente de equipamentos, na UF que tem a maior proporção de equipamentos por pessoa:

·         Na UF de menor oferta a fila tende a ser 3,5 vezes maior;

·         Temos localidades no Brasil em que o paciente fica “nas mãos de Deus” para iluminar a mente do médico e diagnosticar sem ter um exame de apoio realizado com equipamentos.

Não podemos aceitar esta diferença:

·         Um mercado que quase dobra de tamanho, poderia crescer mais onde ele é menos favorecido;

·         Mas se analisarmos ao longo do tempo, a tendencia foi, e continua sendo, “crescer proporcionalmente mais” onde já existe “proporcionalmente mais”;

·         Ao invés de estarmos em um “ciclo virtuoso” de equalização, estamos em um “círculo vicioso” de desproporção !

 

 

Quando observamos a evolução e o gráfico per capita dos equipamentos de diagnóstico por métodos gráficos em uso no SUS:

·         A evolução é, também, quase o dobro no período;

·         Mas a diferença entre a UF de menor oferta e a de maior oferta é de 12 vezes !

O SUS é assim:

·         Ele não tem o mesmo potencial de recursos em todo o Brasil;

·         O financiamento é tripartite (governo federal, do estado / distrital, e do município);

·         A parcela do governo federal é “garantidamente” proporcional a população;

·         Mas as parcelas Estadual/Distrital e dos Municípios, por serem “frações” da arrecadação, evidentemente são maiores quanto mais o ente arrecada de tributos na UF / Município arrecadador dos tributos;

·         E, consequentemente, as diferenças são grandes regionalmente.

Com menos recursos para financiar, evidentemente a utilização dos equipamentos é menor.

 

 

Mesmo com este “problema de distribuição” per capita, temos muito o que comemorar em relação à expansão do diagnóstico quando avaliamos todos os tipos de equipamentos:

·         O gráfico demonstra a evolução do volume de equipamentos de diagnóstico por imagem entre 2019 (antes da pandemia) e 2025;

·         Todos os tipos de equipamentos ... absolutamente todos ... tiveram aumento de volume.

 

 

Em todos eles a evolução do volume foi maior que a evolução da população e/ou de beneficiários de planos de saúde !

E em todos eles a evolução dos existentes em relação a evolução dos existentes em uso no SUS demonstra que não temos uma tendência de “recuperar” a diferença per capita na utilização no SUS.

É importante encerrar tocando no assunto mais delicado quando tratamos de equipamentos de diagnóstico !

Existe um “mantra muito equivocado” de que o custo da saúde ... a inflação da saúde ... se deve ao envelhecimento da população ... apenas isso.

É um grande erro pensar assim !

O envelhecimento é um dos fatores da inflação da saúde, sim, porque quanto mais velhos ficamos, mais necessitamos de acesso aos recursos da saúde.

Mas existem outros fatores tão ou mais importantes que o envelhecimento da população.

A melhoria do diagnóstico é um deles:

·         Quanto mais precisão temos no diagnóstico ...

·         ... quanto mais cedo diagnosticamos a doença ...

·         ... evidentemente mais tratamos as doenças !

Se não sabemos que uma pessoa está doente, a doença dela pode agravar e/ou ela pode morrer antes de gastarmos recursos de saúde para tratar dela.

Melhorando o diagnóstico, naturalmente vamos gastar mais com saúde !!

E a questão é que queremos gastar mais com saúde nesse caso:

·         Não é uma questão de desperdício, ou de priorizar que tipo de doença queremos tratar;

·         É uma “questão de saúde” no mais puro significado da palavra !!!

·         Ao investirmos em equipamentos de diagnóstico, melhoramos o diagnóstico, tratamos mais pacientes e, é claro, gastamos “mais dinheiro” com saúde, mas melhoramos a qualidade de vida das pessoas ... prolongamos a vida das pessoas, que é o único bem que qualquer pessoa pode ter, porque se não tiver este bem, todos os demais não têm serventia !

O ponto delicado é que “não temos dinheiro” para tratar todas as pessoas de todas as doenças que elas têm, e necessitamos controlar os recursos ... controlar a sinistralidade ... seja na saúde púbica, seja na saúde privada.

A evolução dos equipamentos para diagnósticos está “no centro” deste paradoxo:

·         Investir em equipamentos de diagnóstico melhora o diagnóstico ...

·         ... e naturalmente aumenta a sinistralidade !

·         Mas é melhor aumentar a sinistralidade e tratar mais as doenças;

·         O principal paradoxo da gestão financeira da saúde ... não é verdade ?

Esta é uma razão pela qual é comum participar de projetos em que monitoramos indicadores da quantidade de exames em hospitais, sempre relacionados à necessidade real de serem realizados:

·         Realizar exames em hospitais é necessidade da prática médica ... da excelência assistencial;

·         Realizar exames desnecessariamente em hospitais é danoso para o paciente, para a fonte pagadora e para a população em geral, porque se não temos dinheiro para gastar em tudo que necessitamos ...

·         ... temos menos dinheiro ainda se gastarmos com o que não é necessário ... tão simples quanto isso.

Por isso, levando em consideração indicadores, avaliamos se “a mão do médico está muito nervosa” na prescrição dos exames, ou se ele está atuando de acordo com protocolos recomendados, que dão segurança ao paciente, qualidade ao diagnóstico e conduta, e ao mesmo tempo dão equilíbrio na gestão da sinistralidade.

Neste cenário “de controle” é que afirmamos que necessitamos de mais equipamentos:

·         Os que existem não estão 100 % lotados com exames desnecessários ... a maioria absoluta dos exames prescritos e realizados é necessária;

·         E os equipamentos disponíveis não estão dando conta da demanda ... as filas para realização de exames seja na saúde pública seja na saúde privada são a prova !

E como vimos, no SUS a disparidade entre a oferta e a necessidade é maior.

Ou seja, comemoramos um mercado de equipamentos de diagnóstico em plena expansão ... isso é fato !

Mas precisamos de mais equipamentos ... especialmente no SUS ... isso é “mais que fato” !!

Não dá para deixamos o SUS “se descolar” mais da medicina de primeiro mundo que temos no Brasil na área privada !!!

Necessitando informações ou estudos macroeconômicos sobre o mercado da saúde suplementar consulte a página Geografia Econômica da Saúde no Brasil     www.gesb.net.br    , ou     contato@escepti.com.br

Necessitando capacitação no tema, consulte cursos da página   www.cpgs.net.br    , ou   contato@escepti.com.br

Necessitando de assessoria especializada em

·         Gestão da Sinistralidade do Plano de Saúde e Outras Despesas Assistenciais com Funcionários, incluindo sugestões de ajustes em relação ao plano, consulte a página  www.escepti.com.br/Ass/PSF   , ou   contato@escepti.com.br

·         Planejamento Estratégico para Empresas na Área da Saúde, incluindo estudos macroeconômicos, análise de enquadramento e reposicionamento da instituição no mercado, consulte a página  www.escepti.com.br/Ass/PLA   , ou   contato@escepti.com.br

·         Gestão de Rentabilidade e de Custos de Unidades de Negócios, consulte a página  www.escepti.com.br/Ass/RUN   , ou   contato@escepti.com.br

·         Custos por Procedimento, aplicando métodos de Custo Médio, Custo Mínimo Estimado, e Custo Unitário, consulte a página  www.escepti.com.br/Ass/CST   , ou   contato@escepti.com.br

 

Sobre o autor Enio Jorge Salu

CEO da Escepti Consultoria e Treinamento

Histórico Acadêmico

·  Formado em Tecnologia da Informação pela UNESP – Universidade do Estado de São Paulo

·  Pós-graduação em Administração de Serviços de Saúde pela USP – Universidade de São Paulo

·  Especializações em Administração Hospitalar, Epidemiologia Hospitalar e Economia e Custos em Saúde pela FGV – Fundação Getúlio Vargas

·  Professor em Turmas de Pós-graduação na Faculdade Albert Einstein, Fundação Getúlio Vargas, FIA/USP, FUNDACE-FUNPEC/USP, Centro Universitário São Camilo, SENAC, CEEN/PUC-GO e Impacta

·  Coordenador Adjunto do Curso de Pós-graduação em Administração Hospitalar da Fundação Unimed e do MBA de Gestão do Faturamento e Auditoria de Contas do HCx da Faculdade de Medicina da USP

Histórico Profissional

·  Pesquisador Associado e Membro do Comitê Assessor do GVSaúde – Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da EAESP da Fundação Getúlio Vargas

·  Membro Efetivo da Federação Brasileira de Administradores Hospitalares

·  CIO do Hospital Sírio Libanês, Diretor Comercial e de Saúde Suplementar do InCor / Fundação Zerbini, Gestor da Saúde Suplementar da Fundação Faculdade de Medicina / Complexo HCFMUSP, e Superintendente da Furukawa

·  Diretor no Conselho de Administração da ASSESPRO-SP – Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação

·  Membro do Comitê Assessor do CATI (Congresso Anual de Tecnologia da Informação) do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Fundação Getúlio Vargas

·  Associado NCMA – National Contract Management Association

·  Associado SBIS – Sociedade Brasileira de Informática em Saúde

·  Autor de 12 livros pela Editora Manole, Editora Atheneu / FGV e Edições Próprias

·  Gerente de mais de 200 projetos em operadoras de planos de saúde, hospitais, clínicas, centros de diagnósticos, secretarias de saúde e empresas fornecedoras de produtos e serviços para a área da saúde e outros segmentos de mercado