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Maiores Operadoras e Administradoras de Planos de Saúde por Receita de Contraprestação

0490 – 13/08/2026

Ref.: Consultoria Especializada, Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde, e Geografia Econômica da Saúde no Brasil

As operadoras que mais contribuem para o tamanho do mercado de R$ 345 bilhões da saúde suplementar

 

(*) todos os gráficos e ilustrações são partes integrantes do Estudo Geografia Econômica da Saúde no Brasil e do material didático do Programa Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde, e das consultorias da Escepti

Nem sempre as maiores instituições classificadas por número de beneficiários são exatamente as maiores quando compilamos as receitas de contraprestações que elas arrecadam.

Sempre com a precaução de não misturar operadoras que não têm nada a ver umas com as outras, podemos construir rankings com as 20 maiores de cada modalidade, e observar quem realmente é grande dentro do seu contexto de atuação.

Para não comparar o poder de arrecadação, por exemplo, de uma seguradora que atua em todo o território nacional sem limitação de captação de clientes com uma cooperativa médica regional, ou com uma autogestão vinculada a uma empresa específica ... exemplos de quem não tem nada a ver umas com as outras ... se é que me entende.

Aqui no texto apenas o ranking das 20 maiores de cada grupo ... o ranking completo pode ser acessado na página Geografia Econômica da Saúde no Brasil – www.gesb.net.br.

Como demonstra a figura, um mercado de ~ R$ 345 bilhões, partilhado por 942 instituições apresenta uma característica muito interessante em relação aos tipos de empresas que atuam no segmento:

·         Para exemplificar, no primeiro gráfico nem é possível observar a cor das seguradoras, que em volume de empresas representam míseros 0,6 % do total. Mas no segundo gráfico que apresenta a distribuição da arrecadação das empresas de cada tipo, seguradoras representam 25,3 % do que “gira de dinheiro” no segmento;

·         Com odontologias de grupo, outro exemplo, acontece o inverso. No primeiro gráfico odontologias de grupo representam 12,6 % das empresas, e no segundo apenas 1,1 % da arrecadação.

Em cada grupo temos gigantes e pequenas em arrecadação, que podem ser observadas no ranking amplo da página www.gesb.net.br.

O contexto, considerando R$ 345 bilhões repartidos por cerca de apenas 1.000 empresas, demonstra a força do segmento, e é chamado por muitos de “a galinha dos ovos de ouro” de alguns “camponeses empreendedores” do segmento !

 

Observando os rankings das operadoras de assistência médica com fins lucrativos:

·         Seguradoras são tão poucas em número que o ranking não é o das 20 maiores ... é o ranking amplo, com todas. Este ranking guarda a mesma ordem do ranking por volume de beneficiários de assistência médica;

·         Cooperativas Médicas guarda ordem similar ao de volume de beneficiários, e como podemos observar, a lista até as 20, com exceção das 2 maiores, indica que as sequentes não têm diferença de “tamanho arrecadatório” tão grande;

·         Já as medicinas de grupo, primeiro apresentam alternância de protagonista entre este ranking de arrecadação e o ranking de número de beneficiários. Neste de receita a maior é a Amil ! E a lista dos 20 maiores já sinaliza que o restante tende a ser de pequenas operadoras. Gigantes protagonizando, mas em um segmento do mercado da saúde  que é dominado por pequenas operadoras.

Em tempo ... é bom ressaltar que os rankings são por operadoras e não por grupos de operadoras – o grupo Hapvida – Notredame é maior que a Operadora Amil, mas a AMIL é maior individualmente que a Hapvida e a Notredame.

Não dá para misturá-las em um único ranking por diversas razões. Entre as principais:

·         A maioria absoluta das Unimeds são regionais ... não podem concorrer umas com as outras;

·         E as seguradoras vendem, na essência, produtos de livre escolha que são mais caros que a maioria absoluta dos produtos das cooperativas médicas e medicinas de grupo.

 

Ao avaliarmos os rankings das operadoras sem fins lucrativos:

·         Nas autogestões existe uma inversão de protagonismo em relação ao ranking de volume de beneficiários. Isso é devido ao quanto a mantenedora quer prover de qualidade assistencial e, principalmente, “livre escolha” para seus beneficiários ... quanto quer e quanto pode, é bom deixar bem claro !

·         Nas filantropias também existe inversão, principalmente porque algumas delas estão em mercado de maior potencial econômico, e conseguem arrecadação per capita maior.

 

 

Em relação às operadoras de planos exclusivamente odontológicos, o ranking por receita de contraprestação é muito parecido com o ranking por volume de beneficiários:

·         Os planos de saúde odontológicos têm baixo valor, quando comparados com os de assistência médica;

·         Mesmo com ticket médio maior é difícil compensar com a quantidade de beneficiários maior;

·         Ainda não “inventaram” um plano “premium suficiente” para se cobrar muito mais caro para dar acesso ao “Einstein e ao Sírio” da odontologia, se é que me entende !

 

 

E encerrando com as administradoras de benefícios:

·         A protagonista continua sendo a mesma !

·         E é um mercado de muitas pequenas ... na verdade, em todo o mercado da saúde suplementar, é o segmento que continua sendo o que mais cresce em volume de empresas;

·         Mas os protagonistas, em especial o principal protagonista, “não tem sido ameaçado” em relação a arrecadação de receita de contraprestação !!

Tem gente que fala coisas da saúde suplementar que até Deus duvida:

·         Que está em crise ...

·         Que as glosas estão chegando a um volume aviltante por conta do prejuízo das operadoras ...

·         Até já escutei que vão “inventar uma espécie de PROER” para salvar as operadoras da falência !!!

Afirmações de quem não conhece o mercado ... o potencial que ele tem.

Necessitando informações ou estudos macroeconômicos sobre o mercado da saúde suplementar consulte a página Geografia Econômica da Saúde no Brasil     www.gesb.net.br    , ou     contato@escepti.com.br

Necessitando capacitação no tema, consulte cursos da página   www.cpgs.net.br    , ou   contato@escepti.com.br

Necessitando de assessoria especializada em

·         Planejamento Estratégico para Empresas na Área da Saúde, incluindo estudos macroeconômicos, análise de enquadramento e reposicionamento da instituição no mercado, consulte a página  www.escepti.com.br/Ass/PLA   , ou   contato@escepti.com.br

·         Gestão de Rentabilidade e de Custos de Unidades de Negócios, consulte a página  www.escepti.com.br/Ass/RUN   , ou   contato@escepti.com.br

·         Custos por Procedimento, aplicando métodos de Custo Médio, Custo Mínimo Estimado, e Custo Unitário, consulte a página  www.escepti.com.br/Ass/CST   , ou   contato@escepti.com.br

 

Sobre o autor Enio Jorge Salu

CEO da Escepti Consultoria e Treinamento

Histórico Acadêmico

·  Formado em Tecnologia da Informação pela UNESP – Universidade do Estado de São Paulo

·  Pós-graduação em Administração de Serviços de Saúde pela USP – Universidade de São Paulo

·  Especializações em Administração Hospitalar, Epidemiologia Hospitalar e Economia e Custos em Saúde pela FGV – Fundação Getúlio Vargas

·  Professor em Turmas de Pós-graduação na Faculdade Albert Einstein, Fundação Getúlio Vargas, HCX da Faculdade de Medicina da USP, FIA/USP, FUNDACE-FUNPEC/USP, Centro Universitário São Camilo, SENAC, CEEN/PUC-GO e Impacta

Histórico Profissional

·  CIO do Hospital Sírio Libanês, Diretor Comercial e de Saúde Suplementar do InCor / Fundação Zerbini, Gestor da Saúde Suplementar da Fundação Faculdade de Medicina / Complexo HCFMUSP, e Superintendente da Furukawa Industrial

·  Pesquisador Associado e Membro do Comitê Assessor do GVSaúde – Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da EAESP da Fundação Getúlio Vargas

·  Membro Efetivo da Federação Brasileira de Administradores Hospitalares

·  Diretor no Conselho de Administração da ASSESPRO-SP – Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação

·  Membro do Comitê Assessor do CATI (Congresso Anual de Tecnologia da Informação) do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Fundação Getúlio Vargas

·  Associado NCMA – National Contract Management Association

·  Associado SBIS – Sociedade Brasileira de Informática em Saúde

·  Autor dos livros Administração Hospitalar no Brasil – Editora Manole, Gestão Comercial Hospitalar – Editora Atheneu / FGV, Gestão do Faturamento e Auditoria de Contas Hospitalares – Editora Atheneu / Fundação Getúlio Vargas, e mais 9 livros de gestão em saúde de edição própria disponíveis para download em páginas da Internet

·  Gerente de mais de 200 projetos em operadoras de planos de saúde, hospitais, clínicas, centros de diagnósticos, secretarias de saúde e empresas fornecedoras de produtos e serviços para a área da saúde e outros segmentos de mercado