Nossa odontologia medida pela evolução da automação
0491 – 17/08/2026
Ref.: Consultoria Especializada, Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde, e Geografia Econômica da Saúde no Brasil
Temos uma das melhores odontologias do mundo – mas falta trabalhar o aumento do acesso a ela
(*) todos os gráficos e ilustrações são partes integrantes do Estudo Geografia Econômica da Saúde no Brasil e do material didático do Programa Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde, e das consultorias da Escepti
Sou de uma faixa etária que acompanhou a mudança “da água para o vinho” da odontologia:
· Quando era criança o dentista era uma “figura solitária” que estava associada a imagem de uma pessoa com um boticão e de uma engenhoca que tinha uma broca na ponta e fazia um barulho insuportável até para quem estava na sala de espera, rezando para demorar para chegar a sua vez;
· Ele fazia tudo ... de arrancar dentes, a tratar de cáries e, para uma parcela insignificante da população, instalar aparelhos que pareciam armaduras do homem de ferro ... completamente diferentes das plaquinhas de plástico utilizadas hoje.
Fazer exame de imagem na boca era para uma parcela ainda infinitamente menor da população. Na regra o exame era “o olhar do dentista”, apenas isso.
Atualmente os tratamentos são multidisciplinares, com cada tipo de dentista especializado em determinada coisa e, principalmente, os equipamentos utilizados nos diagnósticos são absolutamente fantásticos.
O interessante é que a maioria desses equipamentos não são mapeados no cadastro do CNES, porque se resumem a “um dispositivo coletor de imagem” que serve para alimentar uma infinidade de aplicativos que rodam em computadores comuns, que “rodam” uma infinidade de aplicativos.
A qualidade das imagens, e o que os aplicativos fazem de simulações é “de encher os olhos”, para não fazer uso do trocadilho infame para a situação: “de dar água na boca” !
A integração entre as radiologias odontológicas e os consultórios dentários “dá de 7x1” no que existe na área da medicina ... dá gosto de ver como o dentista lá no consultório dele vê os exames imediatamente após serem feitos nas RO’s ! A, desculpe o termo, “ridícula interoperabilidade” que algumas pessoas cantam em verso e prosa na medicina já existe há muito tempo na odontologia, de forma muito mais simples, e sem “cartórios” que querem cobrar para “reconhecer a firma” nos documentos, se é que me entende !
Temos uma das odontologias mais avançadas do mundo, isso é fato.
Nosso problema é o que demonstra a figura ... que também é fato:
· O acesso a odontologia no Brasil pode ser medido pela distribuição dos equipamentos, que infelizmente é muito diferente regionalmente;
· Se avaliarmos a distribuição per capita, a diferença entre a UF de menor concentração é 5 vezes menor que a da maior;
· E no caso do SUS, a variação é ainda maior ... chega a ser mais de 6,5 vezes.

Como demonstra o gráfico de cima, a expansão do volume de equipamentos não apresenta sinal de saturação:
· A evolução continua com tendência de se manter;
· Mesmo no caso dos equipamentos que também são utilizados no SUS, a evolução tem um ritmo menor, como demonstra o gráfico de baixo, mas a tendência também não dá sinal de estagnação !

A evolução se dá em todos os tipos de equipamentos, como demonstra a figura.
A melhoria da qualidade da odontologia vai sendo “marcada” pelo acesso cada vez maior aos equipamentos que permitem melhor diagnóstico e tratamento.
Podemos “cravar” que o dentista é hoje o profissional assistencial que tem maior suporte de tecnologia, na média, quando comparamos com todas as outras profissões assistenciais que existem:
· Olha que quem está comentando isso, modéstia a parte, é alguém que já passou por centenas de hospitais pelo Brasil ... por dezenas de operadoras ... e tive a honra de conduzir um programa de capacitação em gestão de custos para serviços de radiologia odontológica de todo o Brasil, patrocinado pela ABRO;
· Esta infraestrutura tecnológica à disposição dos dentistas é algo muito bom ... isso dá a nossa odontologia esse “status” de Odonto de primeiro mundo !

Mas é fato que necessitamos que o SUS dê maior foco em odontologia.
O gráfico demonstra que a evolução no SUS, embora exista, é muito tímida !
Não é justo que esta competência que temos no Brasil não seja expandida para os que necessitam e só tenham o SUS como oportunidade de acesso à Odontologia !!
Necessitando capacitação no tema, consulte cursos da página www.cpgs.net.br , ou contato@escepti.com.br
Necessitando de assessoria especializada em
· Planejamento Estratégico para Empresas na Área da Saúde, incluindo estudos macroeconômicos, análise de enquadramento e reposicionamento da instituição no mercado, consulte a página www.escepti.com.br/Ass/PLA , ou contato@escepti.com.br
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Sobre o autor Enio Jorge Salu
CEO da Escepti Consultoria e Treinamento
Histórico Acadêmico
· Formado em Tecnologia da Informação pela UNESP – Universidade do Estado de São Paulo
· Pós-graduação em Administração de Serviços de Saúde pela USP – Universidade de São Paulo
· Especializações em Administração Hospitalar, Epidemiologia Hospitalar e Economia e Custos em Saúde pela FGV – Fundação Getúlio Vargas
· Professor em Turmas de Pós-graduação na Faculdade Albert Einstein, Fundação Getúlio Vargas, HCX da Faculdade de Medicina da USP, FIA/USP, FUNDACE-FUNPEC/USP, Centro Universitário São Camilo, SENAC, CEEN/PUC-GO e Impacta
Histórico Profissional
· CIO do Hospital Sírio Libanês, Diretor Comercial e de Saúde Suplementar do InCor / Fundação Zerbini, Gestor da Saúde Suplementar da Fundação Faculdade de Medicina / Complexo HCFMUSP, e Superintendente da Furukawa Industrial
· Pesquisador Associado e Membro do Comitê Assessor do GVSaúde – Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da EAESP da Fundação Getúlio Vargas
· Membro Efetivo da Federação Brasileira de Administradores Hospitalares
· Diretor no Conselho de Administração da ASSESPRO-SP – Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação
· Membro do Comitê Assessor do CATI (Congresso Anual de Tecnologia da Informação) do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Fundação Getúlio Vargas
· Associado NCMA – National Contract Management Association
· Associado SBIS – Sociedade Brasileira de Informática em Saúde
· Autor dos livros Administração Hospitalar no Brasil – Editora Manole, Gestão Comercial Hospitalar – Editora Atheneu / FGV, Gestão do Faturamento e Auditoria de Contas Hospitalares – Editora Atheneu / Fundação Getúlio Vargas, e mais 9 livros de gestão em saúde de edição própria disponíveis para download em páginas da Internet
· Gerente de mais de 200 projetos em operadoras de planos de saúde, hospitais, clínicas, centros de diagnósticos, secretarias de saúde e empresas fornecedoras de produtos e serviços para a área da saúde e outros segmentos de mercado