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A expansão da Saúde Suplementar nos Municípios

0501 – 02/10/2026

Ref.: Consultoria Especializada, Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde, e Geografia Econômica da Saúde no Brasil

A Geografia Econômica da Saúde e os cenários distintos do ambiente de negócios da saúde privada no Brasil

 

(*) todos os gráficos e ilustrações são partes integrantes do Estudo Geografia Econômica da Saúde no Brasil e do material didático do Programa Cursos Profissionalizantes em Gestão da Saúde, e das consultorias da Escepti

O gráfico mais acima demonstra a distribuição dos beneficiários de planos de saúde de assistência médica em cada UF:

·         Evidentemente ele destaca os Estados que têm maior população;

·         O Estado de São Paulo, por exemplo, concentra mais de 22 % da população brasileira, ou seja, a cada 5 brasileiros, um vive em São Paulo;

·         E evidentemente é razoável que possa ter, e tem, mais beneficiários de planos de saúde que os demais.

Mas o gráfico mais abaixo, demonstra a proporção entre a população existente e a quantidade de pessoas que têm plano de saúde:

·         E já dá um sinal de que a densidade populacional é um fator ... o mais importante ... de oportunidade de negócios para a saúde suplementar, mas não é o único;

·         Já dá para perceber no gráfico que as cores da proporção de beneficiários de planos de saúde em relação à população não guardam exclusivamente a proporção de densidade populacional;

·         Temos UFs “mais escuras no gráfico” que outras que têm maior população que ela !

A geografia econômica da saúde privada insere outros fatores no desenvolvimento da saúde suplementar:

·         Poder aquisitivo da população;

·         Volume de empresas que tem potencial para dar o benefício plano de saúde para seus colaboradores;

·         Oferta de tecnologia e mão de obra especializada na área da saúde;

·         Nível de excelência dos serviços de saúde;

·         Distâncias e fatores logísticos entre quem necessita do serviço e quem oferece o serviço;

·         E outras que podem ser mais ou menos significantes regionalmente.

Se voce é operadora de planos, prestador de serviços, fornecedor, profissional da área ... consultor ... e ignora a geografia econômica da saúde, seu futuro fica “nas mãos de Deus”:

·         E uma anedota antiga ensina mesmo para os mais devotos que não adianta pedir a Deus para ganhar na loteria se voce não joga;

·         Para competir é necessário conhecer as regras do jogo, e a geografia econômica da saúde define as regras básicas ... não define o “fair play” ... define as regras fundamentais que devem ser consideradas no planejamento.

E essa geografia econômica da saúde no Brasil é muito dinâmica ... vivemos em um “país continental de contrastes extremos.

É importante avaliar bem os números que temos no segmento para avaliar o desenvolvimento da saúde suplementar regionalmente:

·         E é muito importante enaltecer que temos uma riqueza de indicadores geoeconômicos no Brasil que poucos países possuem;

·         Ah se os políticos levassem os números que temos em consideração para governar ! ... nossos sistemas de financiamento da saúde, público e privados, seriam muito melhores;

·         É um pecado não desenvolver políticas públicas com mais foco na realidade dos nossos números, e não baseadas em ideologias, que infelizmente vimos nos discursos da quase totalidade deles, não é verdade ?

 

 

Esses gráficos, por exemplo, demonstram como a saúde suplementar se desenvolveu, e nos ensina a estarmos atentos aos números e a origem deles:

·         O de cima demonstra a evolução % de volume de beneficiários entre 2019 (antes da pandemia) e 2025;

·         Vemos em quais as UFs proporcionalmente a saúde suplementar expandiu mais;

·         Em quase todos eles “a sombra mais escura” não contém viés, ou seja, demonstra um crescimento maior que corresponde a realidade, ou seja, onde a quantidade de beneficiários de planos de saúde aumentou proporcionalmente mais do que existia no período;

·         Exceto, justamente, na UF que aparece mais escura. Nessa UF uma autogestão importante, de quase meio milhão de beneficiários, já existia antes da pandemia mas não era regulada pela ANS, ou seja, não tinha seus beneficiários “contabilizados” pelos números da ANS. Ao se registrar na ANS, esses beneficiários que já tinham plano de saúde passaram a existir nos números da ANS, dando a impressão de que a UF experimentou um grande aumento no volume de beneficiários de planos, o que na verdade não ocorreu.

O gráfico de baixo demonstra a evolução entre 2024 e 2025:

·         Vemos que o gráfico está colorido de forma completamente diferente;

·         Aquela UF que estava protagonizando o anterior, por exemplo, é a que apresenta menor evolução;

·         Mas vemos algumas UFs que aparecem com destaque no primeiro e no segundo gráficos, sinalizando que o crescimento proporcional da saúde nela “é meio que orgânico”, ou seja, sinaliza uma tendência perene de crescimento, e não passageira, informação importante para quem está pensando em investimentos mais significativos no segmento !

 

 

Quando “descemos o nível de análise”, detalhando os números não por UF, mas por municípios, já começamos a visualizar que em uma mesma UF podemos ter realidades muito diferentes:

·         O gráfico de cima demonstra o % de pessoas que têm plano de saúde em relação a população de cada município;

·         E já deixa bem claro que em determinadas UFs essa proporção é mais homogênea entre os municípios dela, mas em outras existe o protagonismo muito significativo de um município em relação aos demais, geralmente a Capital da UF.

No gráfico de baixo o crescimento da saúde suplementar entre 2019 e 2025 por município:

·         Ele já sinaliza onde em determinadas UFs existem “polos geográficos” importantes de expansão da saúde suplementar;

·         Não necessariamente próximos a Capital da UF.

Nos dois, dada a grandeza do nosso país, e as imensas distâncias entre a sede dos municípios nas regiões Centro-Oeste e Norte, fica muito mais evidenciado “o calor” das cores do gráfico na região sudeste, que tem uma “densidade de municípios” maior que as demais.

Para clarificar melhor, vale a pena “dar zoom” por região ...

 

 

Iniciando pela Região Sul:

·         No gráfico de cima observamos uma distribuição bem equitativa em diversos municípios das UFs;

·         Protagonismo das capitais, sim, mas com regiões distantes das capitais com uma relação beneficiário de plano x população elevada mesmo longe das capitais.

É uma região “abençoada” pelos negócios que se espalham por todo o território das UFs:

·         Cooperativas agrícolas;

·         Cidades “colônias de imigrantes” europeus;

·         Indústrias em municípios do interior da UF de alta densidade demográfica, industrial, de turismo e outros negócios.

E o gráfico de baixo demonstrando que o protagonismo do crescimento da saúde suplementar ocorre em 2 das 3 capitais:

·         Não em todas elas;

·         E existe forte crescimento tanto em cidades próximas ao litoral, quanto em cidades longe dele, que também contam com uma infraestrutura logística que permite o crescimento dessas cidades, dos negócios, e da oportunidade das pessoas terem um plano de saúde.

 

 

A o gráfico de cima da região sudeste, que demonstra o percentual de pessoas que têm plano de saúde, já desenha uma diferença muito grande em relação à região Sul:

·         O protagonismo das capitais das UFs existe, mas não é tão evidente em relação aos demais municípios da UF;

·         O Estado de São Paulo é colorido quase que por inteiro, diferente do de Minas Gerais. Nos dois é possível verificar que  as regiões menos desenvolvidas economicamente têm menor proporção de beneficiários de planos de saúde, e que o Estado de Minas Gerais tem uma extensão territorial menos desenvolvida economicamente muito grande, quando comparada proporcionalmente com o seu tamanho total;

·         Existe uma grande quantidade de municípios no Estado de São Paulo em que a proporção de pessoas que têm plano de saúde é dos maiores do Brasil ... maior que muitas das capitais de outras UFs.

O gráfico de baixo demonstra que o crescimento da saúde suplementar é maior nas Capitais:

·         Mas pela cor do gráfico é possível discernir sem entrar no detalhe dos números individuais que o crescimento não é tão maior nas capitais do que no restante dos municípios das UFs;

·         A saúde suplementar cresce “meio que de forma” uniforme em todas as UFs ... a exceção é a região norte de Minas Gerais, que tem alguns municípios com crescimento elevado, mas a maioria não !

 

 

Analisando o restante do Brasil vemos uma característica mais uniforme entre as UFs.

No gráfico de cima, que detalha a quantidade proporcional de pessoas com planos de saúde em relação à população total:

·         O protagonismo dos municípios é muito mais evidente em relação às regiões Sul e Sudeste;

·         São poucas as regiões distantes das capitais que tem um crescimento muito maior.

O gráfico de baixo evidencia um pouco mais esse protagonismo das Capitais:

·         As Regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste possuem na essência geografias econômicas da saúde muito diferentes das Regiões Sul e Sudeste;

·         Os gráficos demonstram isso claramente !

Mas é importantíssimo para o planejamento conhecer justamente essas regiões longe das capitais, e ao planejar o investimento nelas dar atenção especial aos recursos de logística disponíveis:

·         Especialmente na Região Norte, mas isso podem acontecer também na Região Centro-Oeste, só se chega na Cidade de barco;

·         Planejar assistência médica em locais onde a logística apresenta “aspectos meio inóspitos” é diferente ... muito diferente !

·         E isso pode ser tanto uma barreira para o negócio, como uma oportunidade ... depende do negócio e da forma como ele é planejado.

Já tive a oportunidade de atuar profissionalmente na área da saúde em todas as regiões:

Muito mais nas regiões Sudeste e Sul !

Não conheci muitas cidades das Regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte ... mas as que conheci foram experiências que serviram para entender como nosso país é realmente tão diferente ... é mesmo difícil até entender como conseguiu na sua história se manter como um único país, com tantra diversidade e interesses políticos e econômicos tão diferentes !

Se teve uma coisa que pude aprender é que existe oportunidade de negócios em todas elas, e que o sucesso dos empreendedores na saúde suplementar depende muito mais do conhecimento que eles têm sobre a geografia econômica da saúde regional, do que da sua especialização técnica e/ou do seu poder de investimento.

Cansei de ver casos de serviços de saúde do Sudeste tentando sucesso “Go West” e fracassando, se e que me entende. Porque acharam que podiam reproduzir exatamente o que faziam no Leste lá o Oeste !

Que país é esse ?

Necessitando informações ou estudos macroeconômicos sobre o mercado da saúde suplementar consulte a página Geografia Econômica da Saúde no Brasil     www.gesb.net.br    , ou     contato@escepti.com.br

Necessitando capacitação no tema, consulte cursos da página   www.cpgs.net.br    , ou   contato@escepti.com.br

Necessitando de assessoria especializada em:

·         Planejamento Estratégico para Empresas na Área da Saúde, incluindo estudos macroeconômicos, análise de enquadramento e reposicionamento da instituição no mercado, consulte a página  www.escepti.com.br/Ass/PLA   , ou   contato@escepti.com.br

·         Gestão de Rentabilidade e de Custos de Unidades de Negócios, consulte a página  www.escepti.com.br/Ass/RUN   , ou   contato@escepti.com.br

 

Sobre o autor Enio Jorge Salu

CEO da Escepti Consultoria e Treinamento

Histórico Acadêmico

·  Formado em Tecnologia da Informação pela UNESP – Universidade do Estado de São Paulo

·  Pós-graduação em Administração de Serviços de Saúde pela USP – Universidade de São Paulo

·  Especializações em Administração Hospitalar, Epidemiologia Hospitalar e Economia e Custos em Saúde pela FGV – Fundação Getúlio Vargas

·  Professor em Turmas de Pós-graduação na Faculdade Albert Einstein, Fundação Getúlio Vargas, HCX da Faculdade de Medicina da USP, FIA/USP, FUNDACE-FUNPEC/USP, Centro Universitário São Camilo, SENAC, CEEN/PUC-GO e Impacta

Histórico Profissional

·  CIO do Hospital Sírio Libanês, Diretor Comercial e de Saúde Suplementar do InCor / Fundação Zerbini, Gestor da Saúde Suplementar da Fundação Faculdade de Medicina / Complexo HCFMUSP, e Superintendente da Furukawa Industrial

·  Pesquisador Associado e Membro do Comitê Assessor do GVSaúde – Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da EAESP da Fundação Getúlio Vargas

·  Membro Efetivo da Federação Brasileira de Administradores Hospitalares

·  Diretor no Conselho de Administração da ASSESPRO-SP – Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação

·  Membro do Comitê Assessor do CATI (Congresso Anual de Tecnologia da Informação) do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Fundação Getúlio Vargas

·  Associado NCMA – National Contract Management Association

·  Associado SBIS – Sociedade Brasileira de Informática em Saúde

·  Autor dos livros Administração Hospitalar no Brasil – Editora Manole, Gestão Comercial Hospitalar – Editora Atheneu / FGV, Gestão do Faturamento e Auditoria de Contas Hospitalares – Editora Atheneu / Fundação Getúlio Vargas, e mais 9 livros de gestão em saúde de edição própria disponíveis para download em páginas da Internet

·  Gerente de mais de 200 projetos em operadoras de planos de saúde, hospitais, clínicas, centros de diagnósticos, secretarias de saúde e empresas fornecedoras de produtos e serviços para a área da saúde e outros segmentos de mercado